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Balanço
Prejuízo da Telesp Celular cresce 198% no segundo trimestre
terça-feira, 06 de agosto de 2002 , 18h18 | POR REDAÇÃO

A desvalorização do real nos últimos meses fez a Telesp Celular Participações (holding da Telesp Celular e Global Telecom) sofrer aumento de 198% em seu prejuízo no segundo trimestre de 2002, para R$ 394 milhões, em relação ao mesmo período do ano passado, quando o prejuízo líquido foi de R$ 132,7 milhões. No balanço divulgado nesta terça-feira, 6, a empresa destacou ter obtido de maio a junho uma receita líquida total de R$ 860,9 milhões, ou 21% a mais que o mesmo trimestre do ano passado. O EBITDA cresceu 78%, para R$ 352,9 milhões e a base de clientes aumentou 17%, para 5,52 milhões no período em análise.

Dívida

O impacto financeiro nas contas da Telesp foi grande apesar da relativa baixa exposição de sua dívida às flutuações do dólar. As duas operações da holding somam uma dívida total de R$ 5,7 bilhões (R$ 2,8 bilhões da Telesp Celular e R$ 2,9 bilhões da Global Telecom), sendo que 85% deste total está protegido por hedge.
A empresa se encontra em meio a um processo de captação no mercado de ações nacional para aumento de seu capital, com subscrição marcada para até o dia 14. O prazo inicial seria esgotado até o final do primeiro semestre, mas segundo a diretora de relações com investidores da Telesp Celular, Maria Paula Canais, a situação econômica provocou o adiamento. Com a capitalização, será priorizada a amortização de parte da dívida da Global Telecom, diz ela. A empresa pretende antecipar o pagamento ainda neste segundo semestre do equivalente a 710 milhões de euros deste montante.

Copa

A melhora da ARPU (de R$ 41 para R$ 45) e do EBITDA é vista com cautela por um banco estrangeiro porque o aumento de ambos pode estar associados às promoções feitas pela operadora durante a Copa do Mundo. Na avaliação do banco, esses resultados poderão não se repetir no terceiro trimestre. Contudo, a recomendação do banco é de manutenção das ações da Telesp Celular. Um dos motivos apontados é que a Telesp Celular está sendo beneficiada pelo atraso da competição de fato no Estado de São Paulo. Primeiro por conta da situação instável da BCP, que está mais focada em lucratividade do que em crescimento. Segundo, o atraso da entrada da TIM está, também segundo análise do banco, auxiliando a Telesp Celular. E, o mais importante, a margem EBITDA cresceu de 38,7% para 41%, patamar considerável bom pelos analistas financeiros.
Outros analistas entrevistados por TELETIME News em geral consideraram bons os resultados operacionais da Telesp Celular. "Os números superaram nossas expectativas", comentou André Querne, da Máxima Asset Management. Por sua vez, André Gadelha, do Pactual, ressalta que a receita média dos usuários pré-pagos esteve alta por causa de algumas promoções (como a Copa, Dia das Mães e Dia dos Pais, todos com foco no segmento pós-pago), mas deve cair no próximo trimestre. A dívida da operadora é o único fator que ainda preocupa. Mas os analistas esperam que o aumento de capital reduza esse problema.

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