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Pequenas empresas não acordaram para portabilidade, diz TelComp
terça-feira, 06 de novembro de 2007 , 19h25 | POR HELTON POSSETI

A baixa presença das pequenas e médias empresas em debate sobre portabilidade numérica específico para este público realizado nesta terça-feira, 6, em São Paulo mostra que esse assunto ainda está restrito ao universo das incumbents e das operadoras móveis. No entanto, o prazo regulamentar para que todas as companhias estejam com seus sistemas preparados para a portabilidade é fevereiro do ano que vem, quando começam os testes individuais com a Cleartech. ?Temos que estar todos prontos até fevereiro?, é o recado que Wilker Passagli, diretor-executivo da ABR Telecom deu para os poucos presentes. O seminário batizado de "Portabilidade Numérica e as Implicações nas Pequenas e Médias Operadoras de STFC" aconteceu dentro do IP Communications, realizado pela Scae Eventos. Luiz Cuza, presidente da TelComp, informa que faltaram ao debate cerca de 30 empresas. Segundo ele, elas ainda não ?acordaram? para este assunto.
Para participarem do processo de portabilidade ? e todas as empresas são obrigadas a assinar o contrato de adesão à portabilidade com a ABR Telecom ? elas terão que adaptar todo o seu sistema legado de billing, mediação, interconexão e, além disso, criar a chamada Base de Dados Operacionais (BDO). Esta BDO estará ligada com a Base de Dados de Referência (BDR), que é administrada pela ABR Telecom e contém os registros dos números que mudaram de prestadoras. A BDR atualizará cada BDO e assim a chamada será encaminhada para a rede certa. Passagli, expilca que a BDO é ?apenas a ponta do iceberg?. Ou seja, grande parte do trabalho que as empresas devem fazer está na adaptação dos sistemas legados. Quem ficar fora da portabilidade está sujeita à multa aplicada apela Anatel. O valor ainda não foi definido.
José Roberto Pinto, membro da TelComp que participa das reuniões do Grupo de Implantação da Portabilidade (GIP), explica que há algumas alternativas para as pequenas empresas que optarem por não ter uma BDO própria. Ela pode, mediante acordo específico, consultar a BDO das concessionárias locais. ?Mas aí a preocupação é colocar a informação na BDO do concorrente?, afirma. Uma outra opção para as pequenas empresas é compartilhar uma mesma BDO.

Custos

Atualmente no GIP existem duas correntes sobre o rateio dos custos. Uma delas, que está perdendo força, é que os custos sejam divididos de acordo com o número de terminais de cada prestadora. Segundo José Roberto Pinto, apenas uma empresa defende esta opção. A outra é que as associadas da ABR Telecom arquem com os custos fixos (gestão do processo mais a plataforma tecnológica) e os custos variáveis (evento por número portado). Quem não é associado pagaria apenas o custo variável, ou seja, o custo de cada número portado.
A Anatel ainda deverá estabelecer o preço máximo que poderá ser cobrado do consumidor que solicitar a portabilidade. Essa receita será repassada para a ABR Telecom para reduzir os custos. Vale lembrar que faz parte da estratégia comercial de cada prestadora o preço que ela vai cobrar pela portabilidade, respeitando, claro, o teto a ser estabelecido pela Anatel. Algumas poderão até não cobrar nada.

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