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Justiça
Polícia pede arquivamento de inquérito, mas MPF ainda investiga Cantidiano
terça-feira, 06 de novembro de 2007 , 17h56 | POR FERNANDO PAIVA

O advogado Luiz Leonardo Cantidiano deixou a presidência da CVM em março de 2004, mas sua gestão à frente da entidade continua sendo investigada pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro(MPF/RJ). O procurador da República Marcelo Freire informou à TELETIME News que espera receber respostas da Polícia Federal até o fim do ano sobre uma nova investigação que requereu no semestre passado. Freire, contudo, preferiu não revelar quais seriam suas novas suspeitas contra Cantidiano, para não atrapalhar as investigações.
Originalmente, o MPF solicitou que a Polícia Federal investigasse Cantidiano da acusação de ?advocacia administrativa?, a partir de notícia-crime feita pelo jornalista Paulo Henrique Amorim com base em reportagens de TELETIME. A suspeita era de que o ex-presidente da CVM poderia ter favorecido o grupo Opportunity durante sua gestão na entidade. Após realizar uma série de oitivas, que incluíram depoimentos do editor deste noticiário, o jornalista Rubens Glasberg, e o dono do banco Opportunity, Daniel Dantas, o delegado responsável pelo caso concluiu não haver provas suficientes contra Cantidiano e recomendou o arquivamento do inquérito.
O procurador, todavia, não ficou satisfeito com o resultado da investigação e solicitou uma série de novas diligências, para apurar outras suspeitas contra o ex-presidente da CVM. Vale lembrar que se houve algum ato de ?advocacia administrativa?, a irregularidade já prescreveu, pois o prazo é de dois anos. Freire reconhece que se a investigação demorar demais, existe o risco das outras infrações também prescreverem. TELETIME News tentou contato com o delegado da Polícia Federal Paulo Roberto Massaretti, que conduz o inquérito, mas não obteve sucesso.
Cantidiano entrou com ação contra TELETIME por supostos danos morais decorrentes das reportagens publicadas, e teve sua queixa acolhida, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. TELETIME recorreu e o caso segue no STJ, em Brasília.

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