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Política
Aproximação entre sindicatos e Anatel não preocupa Telefônica
quarta-feira, 07 de janeiro de 2004 , 19h01 | POR SAMUEL POSSEBON

Ao mesmo tempo em que as solenidades de posse e transmissão de cargo do novo presidente da Anatel, Pedro Jaime Ziller, foram cercadas de referências à manutenção de contratos, respeito ao marco regulatório etc., também ficou clara a presença que o movimento sindical junto ao Ministério das Comunicação e, agora, na Anatel, especialmente a Fittel (Federação Interestadual dos Trabalhadores de Telecomunicações). Pedro Jaime Ziller e Miro Teixeira, em diversas ocasiões, referiram-se nominalmente em tom de agradecimento a José Zunga, presidente da Fittel.
Sobre esse fato, que é uma novidade do governo Lula, Fernando Xavier Ferreira, presidente do grupo Telefônica no Brasil, mostrou-se tranqüilo. "Não devemos nos comportar preconceituosamente em relação a esta aproximação entre Anatel e o movimento sindical. Particularmente, não me preocupo. É um fato deste governo, eleito democraticamente e que nesse primeiro ano não deu nenhum motivo de preocupação. O importante é que o desempenho da agência reguladora seja eficiente".

Batalha vencida

José Zunga, presidente da Fittel, assegura que não é uma bandeira do movimento sindical a reestatização do sistema de telecomunicações brasileiro. "Essa batalha foi perdida na privatização. A nossa posição agora é por uma postura regulatória forte do Estado junto ao setor, sejam empresas privadas ou estatais. Particularmente, acho que se o governo tiver dinheiro para investir, que o faça para resgatar a dívida social". Zunga fez os comentários ao responder a questionamentos sobre a hipótese de uma possível estatização da Embratel. A venda da empresa está sendo acompanhada com muita preocupação pelo governo e há quem tema iniciativas no sentido de devolver a Embratel ao Estado. Seria, inclusive, uma forma de viabilizar o impedimento legal para que as atuais concessionárias de telecomunicações comprem a empresa. Reforça essa especulação o fato de o governo, até o momento, não ter se manifestado contrário à compra da Embratel pela Brasil Telecom, Telefônica e Telemar, que já formalizaram proposta nesse sentido à MCI.

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