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Para TIM, pré-pago com Arpu baixo também é rentável
segunda-feira, 07 de novembro de 2005 , 20h42 | POR LETÍCIA CORDEIRO

A adição de clientes pré-pagos com uma receita média por assinante (Arpu) baixa não é um mau negócio, na opinião do presidente da TIM Participações, Álvaro Moraes, que falou nesta segunda, 7, a analistas de investimento na Bolsa de Valores de São Paulo. ?Mesmo com Arpu baixo, o pré-pago é rentável porque o custo de manutenção desse cliente é muito baixo: não tenho que mandar conta, o call center é mais barato e o único custo que tenho por mês é o Fistel (cerca de R$ 1)?, revela Moraes.
O presidente da TIM Part., que controla as operadoras TIM Sul e TIM Nordeste, explica que o grande problema do pré-pago é o custo de aquisição do cliente (SAC) que, além dos pesados subsídios no que chamou de ?leilão por usuário de baixo valor?, inclui comissões muito grandes pagas às grandes redes de varejo, podendo chegar até a 50% do preço dos aparelhos. ?Se o mercado se tornar mais racional, podemos viabilizar o negócio do pré-pago de baixo Arpu se tivermos um custo de aquisição de cliente abaixo de R$ 50?, diz. Moraes calcula que 40% dos clientes pré-pagos têm um Arpu baixo, que vai de US$ 5 a US$ 10, e a previsão é de que essa receita continue caindo. Segundo o executivo, a relação entre SAC e Arpu do pré-pago nas operações da TIM Part. está em 3,8 vezes e que acima de 7,5 vezes o negócio deixa de ser rentável. ?Pretendemos ser mais racionais. Todas as operadoras já perceberam que estão atingindo o limite do que é razoável, e se tivermos de escolher entre participação de mercado e rentabilidade, vamos optar pela rentabilidade?.

Migração

Até o fim de 2007, as operadoras TIM Sul e TIM Nordeste devem ter grande parte de sua base de assinantes na rede GSM, e então a TIM Part. poderá optar por abandonar a operação TDMA. Moraes calcula que atualmente de 30% a 40% dos custos de operação de rede das operadoras são relativos à operação TDMA. ?Na ocasião, poderemos optar pela rede TDMA e bancar a migração dos remanescentes para a rede GSM. Seria uma redução importante no custo de operação das empresas?, avalia. As operadoras da TIM Part. já têm cerca de 60% da base de assinantes na rede GSM.

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