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Operadoras tendem a manter subsídio para aparelhos 3G
quinta-feira, 08 de março de 2007 , 17h57 | POR IVONE SANTANA, DE BRASÍLIA

Afinal, o modelo de subsídios para aparelhos celulares, grande responsável pelo aumento da base de clientes das operadoras móveis (e também pelas reduzidas margens registradas no Brasil), sobreviverá à terceira geração tecnológica? Tudo indica que sim. Apesar de os principais executivos dessas empresas não quererem admitir, é assim que geralmente atraem novos clientes e também retêm os que já estão em carteira, oferecendo aparelhos novos de graça ou com descontos.
?Vamos todos morrer de mãos dadas?, brincou o presidente da Vivo, Roberto Oliveira de Lima. Em sua opinião, o modelo de competição se esgotou e é preciso procurar outro. Enquanto isto, o subsídio continuará. Lima insiste que a saída é o compartilhamento de redes, a exemplo do que aconteceu na área de cartões de crédito, de onde é oriundo. Em localidades distantes, os pequenos comércios com baixo movimento não poderiam ter um POS (ponto de vendas, para leitura de cartão magnético) se as administradoras de cartões não tivessem se unido, alavancando o crescimento do setor de crédito como um todo.
Subsídio é um recurso antigo oferecido pelas empresas, lembra o diretor executivo de regulamentação da Claro, Marcelo Pereira. É o que a Casas Bahia faz há décadas. "Cada empresa tem sua estratégia. Cada dia decido se subsidio, qual é este valor, para onde vou destinar etc.", afirmou Pereira. "Combinar um não subsídio é que seria grave, poderia ser acusado de formar um cartel", diz.
Lima, da Vivo, acredita que o próprio setor encontrará sua solução para os subsídios, vendendo mais chips e encontrando mais formas de acesso mais barato para o usuário. Os fabricantes de celular estão fazendo sua parte, afirma o executivo, barateando cada vez mais os preços dos aparelhos. Mas Lima pondera que numa rodada de grandes investimentos de 3G, não apenas com uma rede nova, mas aparelhos novos que provavelmente virão com preços mais caros, as empresas terão que discutir em que quadro tributário isso se insere. "Não é possível continuarmos a fazer universalização à custa de subsídios", reclama ele.

Uso mais eficiente da rede

Enquanto ninguém oferece uma solução que possa ser aceita pelas operadoras, de modo que cortem os subsídios, mas não percam os clientes, é provável que se mantenha o modelo atual durante algum tempo em função do que foi estabelecido entre as empresas.
"É por isso que tem que se prever uma utilização mais nobre para a 3G do que o uso comum para voz, para que o governo possa entrar com a licitação e usemos a 3G para problemas nacionais, como a educação. Aí então se justifica a participação do governo na redução da carga tributária", disse Lima, da Vivo.
O assunto ainda não está maduro e após entrar em discussão no 1° Fórum Acel, realizado nesta quinta-feira, em Brasília, Lima espera que entre para a agenda da Acel.
Os executivos participaram do 1° Fórum Acel, promovido pela Acel e pela revista TELETIME.

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