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Valor adicionado
Claro e Nokia apostam em full track
segunda-feira, 08 de outubro de 2007 , 17h19 | POR FERNANDO PAIVA

A venda de músicas inteiras para celulares, também conhecidas como ?full tracks?, é hoje uma das prioridades da Claro e da Nokia. As duas empresas são parceiras no recente lançamento da ?Idéias Music Store?, uma loja de música que atende às 16 operadoras do grupo América Móvil na América Latina. Porém, as duas não deixam de trilhar seus próprios caminhos. Hoje, a loja da Claro está disponível apenas para alguns modelos da Nokia, mas a operadora pretende acrescentar celulares de outros dois fabricantes até o final do ano. E a Nokia, por sua vez, planeja lançar neste quarto trimestre na Europa a ?Nokia Music Store?, que terá venda via cartão de crédito e será acessível por usuários de várias operadoras.
A ?Idéias Music Store? trouxe duas importantes inovações para o mercado brasileiro de full track: 1) a ?dupla entrega?, ou ?dual delivery?, em que o usuário pode baixar a música tanto para o celular quanto para o computador, sem pagar a mais por isso; 2) a oferta de um portfólio amplo, com 100 mil títulos, mais próximo das lojas de música na internet.
O ?dual delivery? era uma das principais demandas dos consumidores, que reclamavam de não poder ouvir as músicas compradas em outros dispositivos que não os celulares. Para implementá-lo, Claro e Nokia tiveram que trabalhar com dois formatos diferentes de arquivos e de DRM: eAAC+ com DRM OMA 1.0 nos celulares, e WMA com DRM da Microsoft para os PCs. O usuário da Claro tem direito a baixar a mesma música até três vezes por ano, o que lhe permite manter a coleção adquirida mesmo se trocar de aparelho, sem pagar a mais por isso. ?Isso ajuda a evitar o churn. O usuário vai pensar muito antes de trocar de operadora?, avalia o gerente de projetos da Nokia no México, Rubenson Chaves. O diretor de serviços de valor agregado e roaming da operadora, Marco Quatorze, concorda e lembra que a taxa de churn entre usuários de serviços de valor adicionado (SVAs) é da ordem de 65% menor que aquela verificada entre os demais usuários.

Gravadoras

A oferta de 100 mil músicas, por sua vez, representa um avanço na negociação com gravadoras e editoras no Brasil. Um dos obstáculos para a venda de full tracks no País é a negociação do revenue share. Representantes de operadoras e de provedores de conteúdo reclamam que editoras pedem um percentual mais alto da receita bruta do que o cobrado nos ringtones: 12%, em vez de 10%. Esse seria um dos motivos para os portfólios serem geralmente pequenos. A Claro não revela como ficou a divisão de receita no acordo para lançamento da ?Idéias Music Store?, mas o diretor de serviços de valor agregado e roaming da operadora, Marco Quatorze, reconhece que o tamanho do projeto influenciou positivamente para se conseguir equacionar a questão. Afinal de contas, a América Móvil tem 16 operadoras e mais de 130 milhões de assinantes. Logo de início a empresa conseguiu incluir duas grandes gravadoras em seu portfólio: Warner e EMI. As negociações prosseguem com as demais. Vale lembrar que a ?Idéias Music Store? conta com a parceria da Imúsica no gerenciamento do portfólio. A empresa tem experiência na venda de música digital na internet.

Nokia Music Store

Na América Latina, aproximadamente 10% da população possui cartão de crédito. Essa é uma das razões para que Chaves, da Nokia, aposte que as vendas de música pelo celular cresçam no continente, pois a cobrança é feita pelo billing das operadoras.
Entretanto, na Europa, a fabricante comprou uma empresa de música digital, a ?Loudeye? e agora aposta no lançamento da ?Nokia Music Store? para oferecer diretamente aos usuários europeus de diversas operadoras a venda de música com cartão de crédito. Ainda não há data para lançamento desse projeto na América Latina.

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