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Empresa coreana quer lançar ringback tones no Brasil
terça-feira, 08 de novembro de 2005 , 15h20 | POR FERNANDO PAIVA

Há mais de um ano, diversas empresas vêm tentando convencer sem sucesso as operadoras brasileiras a lançar o serviço de ringback tones ? músicas que substituem o toque de chamada para quem está ligando. A mais nova tentativa parte agora da Solmine, uma empresa de origem coreana, país onde os ringback tones são utilizados por cerca de 35% da base de assinantes de telefones celulares.
Há uma diferença na oferta da Solmine que pode mudar a cabeça das operadoras nacionais: a companhia coreana se dispõe a arcar com os custos de ajustes de rede, principal barreira apontada pelas teles móveis até então para o lançamento do serviço. ?A proposta da Solmine é turn key?, afirma o diretor geral da Solmine Latino América, Emerson de Estéfano. Segundo ele, o investimento em rede representa aproximadamente 75% do custo do projeto. ?Em uma operadora com cerca de 20 milhões de usuários, dependendo da topologia de rede, seria necessário a grosso modo um investimento entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões para lançar os ringback tones?, exemplifica o executivo. A Solmine também se propõe a dividir com a operadora os gastos com o marketing do serviço, embora a venda seja feita sob o modelo ?white label?, quer dizer, com a marca da operadora. A Solmine espera ter o retorno de todo esse investimento a longo prazo, com o compartilhamento da receita do serviço com as operadoras e provedores de conteúdo.
Mas há outras barreiras além do alto custo do projeto. Uma delas é cultural: alguns executivos de operadoras temem que o consumidor brasileiro sinta falta do toque de chamada e demore a entender o funcionamento dos ringback tones. Outro obstáculo é a regulamentação atual, que exige a existência do toque de chamada. Uma possível solução para resolver as duas barreiras de uma só vez é oferecer inicialmente as músicas com o toque de chamada no fundo, sugere Estéfano.

Conteúdo

No momento a Solmine está negociando com gravadoras e com associações de editoras de direitos autorais, como Abem e Aber, para definir o percentual da receita que lhes caberá. Uma coisa é certa, os 10% da receita bruta destinados às editoras na venda de ringtones não deve se repetir. ?10% do bruto é um percentual abusivo?, critica Estéfano. Ele lembra que o ringback tone não precisa ser exatamente uma música. Pode ser também o jingle de uma empresa, o que interessaria ao mercado corporativo. Ou quaisquer outros sons ? vide os crazytones, com sons de bichos etc, que fazem sucesso entre os adolescentes.

Preço

Para que o serviço decole no Brasil, é importante evitar preços altos como os praticados na Europa, onde o uso de uma música chega a custar 10 euros para o consumidor final. Estéfano sugere que seja cobrada uma assinatura mensal de aproximadamente R$ 3 pelo uso do serviço que daria ao consumidor acesso a um portfólio limitado de músicas. Por cada música adicional, que constaria em um portfolio especial à parte, o usuário pagaria entre R$ 2 e R$ 6, propõe a Solmine.
Uma das grandes vantagens do ringback tone é tratar-se de um serviço acessível por 100% da base, pois independe do aparelho telefônico. As músicas ficam todas guardadas em um servidor. A administração do serviço pelo consumidor (assinatura, escolha e troca das músicas etc) pode ser feita via call center, portal web ou via WAP. Os ringback tones podem ser oferecidos tanto por operadoras móveis quanto por teles fixas. As móveis são as que têm se interessado mais em ofertar esse produto no mundo todo.

Previsão

De acordo com o diretor da Solmine, todas as operadoras brasileiras estão estudando o assunto. Ele espera que os primeiros lançamentos comerciais aconteçam no primeiro semestre de 2006. Estéfano estima que em dezembro de 2007 aproximadamente 12% da base de usuários de telefonia celular no Brasil serão assinantes do serviço de ringback tones.

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