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Balanço financeiro
Telefônica tem aumento na receita no primeiro trimestre com avanço dos dados
terça-feira, 09 de maio de 2017 , 19h38

Graças ao desempenho dos serviços de acesso à Internet móvel e fixo, a Telefônica avançou na receita no primeiro trimestre, de acordo com balanço financeiro divulgado pela companhia nesta terça-feira, 9. O resultado é fruto da estratégia da empresa de focar no pós-pago e no acesso 4G, além de se dedicar à ampliação da cobertura com fibra (FTTx), embora tenha apresentado investimento menor em redes. A TV paga, porém, continua não sendo o foco e registrou queda no período.

A receita operacional líquida aumentou 1,5% no comparativo anual, totalizando R$ 10,590 bilhões. A receita operacional líquida de serviços é a maior responsável por esse total, com R$ 10,334 bilhões, aumento de 2%. Por sua vez, o serviço móvel foi o responsável pelo avanço, já que totalizou R$ 6,208 bilhões, crescimento de 5%, enquanto os serviços fixos caíram 2,2% e totalizaram R$ 4,126 bilhões. A receita líquida de aparelhos caiu 15,2% e totalizou R$ 255,9 milhões.

No serviço móvel, vale ressaltar o crescimento de 37% em dados e serviços digitais (total de R$ 4,258 bilhões). Basicamente por conta da Internet, que totalizou R$ 3,394 bilhões, um avanço de 56%. Conseguiu compensar o desempenho dos serviços digitais (R$ 491,8 milhões) e do SMS (R$ 372,8 milhões), que caíram 12% e 2,5%, respectivamente. As receitas de voz sainte e interconexão apresentaram quedas de 31,6% e 23,6%, totalizando R$ 1,672 bilhão e R$ 272,7 milhões, também respectivamente.

A receita de serviços fixos ainda é composta em maior parte pela voz: R$ 1,796 bilhão, queda de 7,9%. A banda larga é o segundo maior serviço, com R$ 1,064 bilhão, aumento de 11,4% – a Telefônica destaca que a ultra banda larga representa 60,8% desse total (e com crescimento de 16,7%). O segmento de dados corporativos e TI somou R$ 574,4 milhões, aumento de 1,9%; enquanto a receita de TV por assinatura avançou 0,5%, total de R$ 478,6 milhões. As receitas de interconexão, com impacto da queda da tarifa (TU-RL e TU-RIU), caíram 51,4% e ficaram em R$ 50,4 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) caiu 7,2% no trimestre, fechando março em R$ 3,513 bilhões. A margem EBTIDA caiu 3,1 pontos percentuais (p.p.), ficando em 33,2%. Sem considerar o efeito não recorrente da venda de torres no primeiro trimestre do ano passado, o EBTIDA recorrente mostrou avanço de 7,3%, enquanto a margem subiu 1,8 p.p..

O lucro líquido da Telefônica foi de R$ 996,2 milhões, queda de 18,2%. Novamente desconsiderando a venda de torres, o desempenho foi 13,3% superior ao registrado em igual período em 2016.

Houve uma queda de 11% nos investimentos no trimestre, totalizando R$ 1,328 bilhões direcionados à ampliação da capacidade de rede e cobertura 4G e aumento da penetração do FTTx. Desse montante, R$ 1,193 bilhão foi destinado para infraestrutura de rede (queda de 10,2%). A relação entre Capex e receita operacional líquida ficou em 12,5%, 1,8 p.p. abaixo do ano anterior.

A dívida líquida da Telefônica em 31 de março era de R$ 4,594 bilhões, uma redução de 2,9% em relação a março de 2016. A relação dívida líquida/EBTIDA foi de 0,33.

Operacional e serviço móvel

A companhia fechou março com quantidade de acessos estável em relação ao ano anterior: 97,236 milhões. Os acessos móveis cresceram 1% e ficaram em 73,997 milhões, mas os fixos caíram 3% e totalizaram 23,239 milhões.

Dentro do universo móvel, o pós-pago cresceu 8,2%, com 33,825 milhões de acessos em março. Excetuando as conexões máquina-a-máquina (M2M) e de modems e tablets (ou seja, apenas de handsets), o total foi de 26,450 milhões, um avanço de 9,8%. Os acessos M2M totalizaram 5,279 milhões de linhas (avanço de 20,1%). Já o pré-pago recuou 4,4%, somando 40,171 milhões de acessos. A companhia atribui isso à migração para planos controle e pós-pagos, além de política restritiva de desconexão de inativos da Anatel.

Apesar do foco na migração, o market share da empresa neste segmento caiu 0,4 p.p., ficando em 42% em março. No total, porém, a Vivo ampliou a liderança em 2,1 p.p., ficando com 30,5%. A companhia afirma ainda ter 34,5% de share em 4G em março e que, nesse período, 80% da base possuía smartphone ou webphones, um avanço de 4,1 p.p..

A receita média por usuário (ARPU) mensal foi de R$ 28, avanço de 4,1%. A ARPU de voz caiu 31,1% (ficou em R$ 8,8), enquanto o de dados subiu 35,8% (R$ 19,2). A companhia detalha a média por modelo de plano: ARPU de pós-pago (sem M2M) ficou em R$ 52 (3,8% acima no comparativo anual), enquanto a de pré-pago caiu 2,1% e ficou em R$ 13,6.

Serviços fixos

A Telefônica encerrou março com avanço de 1,7% na banda larga fixa, totalizando 7,336 milhões de conexões. Desse total, 57,6% são de acessos com fibra (FTTx), ou 4,227 milhões, aumento de 6,9%. A companhia afirma que 959 mil conexões são de fibra até a residência (FTTH), avanço de 38,5% em relação a março de 2016. As demais tecnologias recuaram 4,6% e somaram 3,109 milhões. A empresa afirma que a unificação dos sistemas de CRM de clientes fixos Vivo e GVT permitiu refinamento da segmentação, gerando "algumas reclassificações históricas na evolução de acessos entre tecnologias em 2016".

A operadora registrou queda de 4,7% na base de voz fixa, que contabilizou 14,242 milhões de acessos. A maior queda, porém, foi na TV paga: 7%, totalizando 1,661 milhão de acessos. A companhia destaca avanço de 57,1% nos acessos IPTV, ressaltando "estratégia mais seletiva" para este serviço para oferecer "melhor experiência para o cliente e otimizar a rentabilidade deste negócio".

Ainda assim, a ARPU da TV por assinatura cresceu 6,6%, ficando em R$ 94,7. O da banda larga também aumentou: 9,2%, média de R$ 48,6. Já a ARPU de voz caiu 3,4%, ficando em R$ 41,9

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