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NCTA Cable 2006
Para entender mercado, Disney abre séries "premium" na internet
segunda-feira, 10 de abril de 2006 , 16h02 | POR SAMUEL POSSEBON, DE ATLANTA

Há dois anos, apenas a programadora norte-americana Starz parecia disposta a enfrentar os riscos de distribuir, pela internet, seus conteúdos para download. Este ano, todas elas de alguma maneira estão lançando alguma novidade nesse sentido, se associando ao Google ou ao Yahoo ou pelo menos estudando algum caminho para fazer o mesmo. A era da distribuição de programação exclusivamente por redes de TV a cabo parece ter chegado ao fim. O mais duro golpe sentido pelos operadores norte-americanos veio da Disney, que na semana passada já havia feito algum barulho ao anunciar seus serviços e a nova operadora (virtual) de serviços de voz. A empresa, que é uma das maiores produtoras de conteúdo do mundo, colocará para stream (reprodução sem download) em seu portal ABC.go.com, de graça, as temporadas atuais das séries Desperate Housewives, Commander in Chief e Lost. As temporadas passadas de Alias também estarão disponíveis. São os quatro principais títulos da rede ABC, algo como se a Globo colocasse suas três novelas para download de graça.
É um teste, que será realizado em maio e em junho e que pretende testar modelos de publicidade e comportamento de uso. Serão inseridos anúncios de diferentes tipos e anunciantes e ver qual oferece as melhores respostas.
Segundo Anne Sweeney, co-chair da Disney e presidente da rede ABC (uma das redes abertas dos EUA), é uma forma de entender como o consumidor se comporta. "Primeiro precisamos saber o que ele quer, depois pensaremos nos modelos de negócio". Provavelmente o conteúdo estará bloqueado para acesso via internet a partir de computadores fora dos EUA, como já fazem a Starz e outras empresas que distribuem seus conteúdos online. "Temos o nosso relacionamento com as empresas de televisão a cabo, mas o que está surgindo é um tremendo aditivo para o nosso negócio e precisamos entender como tudo funciona. O consumidor é diferente hoje. Estamos falando de uma geração que tem hoje entre oito e 28 anos e que não chega em casa à noite, senta na frente da televisão e dorme. É para essa geração que precisamos olhar", diz Sweeney. "Nem tudo tem que ter apenas um modelo de negócios!", disse a executiva durante a NCTA Cable 2006, que acontece esta semana em Atlanta.
Também serão oferecidos conteúdos infantis, como os desenhos "That?s So Raven", "The Suite Life of Zack & Cody", "Kim Possible", "Power Rangers" e "Super Robot Hyperforce Go!".

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