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Estratégia
Oi aposta na capitalização para aumentar Capex em R$ 2 bilhões por ano
quinta-feira, 10 de agosto de 2017 , 12h55

Em seu balanço financeiro do segundo trimestre, a Oi ressaltou que, apesar das quedas nas receitas, a melhora no fluxo de caixa e na economia de custos demonstram que a companhia busca eficiência operacional apesar do processo de Recuperação Judicial. Mas há na empresa a determinação que a proposta de aumento de capital é fundamental para permitir à tele se manter competitiva. Durante a teleconferência dos resultados nesta quinta-feira, 10, o CEO Marco Schroeder indicou que ainda trabalha com o valor de R$ 8 bilhões na capitalização, e que isso permitiria chegar a um patamar de Capex mais "confortável" para as operações nos próximos quatro anos, com acréscimo de R$ 2 bilhões por ano.

"Pelos projetos que a gente identificou, a gente tem conforto no patamar de R$ 7 bilhões [anuais] para os principais projetos de core e de acesso", declarou. Atualmente, a empresa está dedicando em média R$ 5 bilhões em Capex no ano, sendo R$ 1,229 bilhão no último trimestre (aumento de 1,1% anual e 21,2% da receita líquida). Schroeder destaca que esses projetos têm como foco a expansão da cobertura móvel em 4G, embora não tenha detalhado como pretende realizar isso (a operadora não conta com a faixa de 700 MHz); aumento da rede FTTH para disponibilizar mais velocidade em banda larga e vídeo em cidades além de Rio de Janeiro e Belo Horizonte; e o processo de digitalização da empresa.

Boa parte do aumento de capital virá de "dinheiro novo canalizado para investimento", mas Schroeder espera que alguma parte seja por meio de conversão de dívidas. "Ainda é cedo para falar, mas estamos conversando com acionistas e credores para a gente ver como coloca esse desenho", afirma.

Alternativas

Há ainda as alternativas para investimento como os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e o PLC 79. Para o projeto de lei, que altera o modelo de concessões, Schroeder alega que "recebe sinais de que (o PLC) deveria andar". Sobre a conversão das multas em investimento, ele reafirmou que espera um senso de urgência com os TACs, e menciona ainda a possibilidade de usar a MP 780/2017 – com ela, a Oi poderia resolver dívidas não-tributárias, inclusive com a dívida com a Anatel, já que ela pode converter a parcela de juros e mora devida pelo refinanciamento em 240 meses (20 anos) em investimentos. A apreciação do relatório do senador Wilder Morais (PP-GO) na Comissão Mista acontecerá na próxima semana.

O executivo também volta a sugerir que há maior necessidade de cooperação com a concorrência. "Achamos que a indústria tem que pensar diferente, com questões de swap e compartilhamento, temos conversa com outros operadores e estamos em um ponto ótimo", declara. Ele destaca que a Oi é um dos principais fornecedores de infraestrutura de telecom no atacado no País. "Muitas vezes, parceiros complementam cidades onde não temos presença tão forte, temos relação com milhares de pequenos provedores e mesmo os grandes provedores, através de EILD e fibra", diz.

Contudo, Marco Schroeder não ficou feliz com a decisão da Anatel no processo sobre o pagamento de EILD a favor da TIM. "Estamos tentando recorrer", declara. "Nossa opinião é que preço é baixo e não incentiva ninguém a construir rede, é algo que a gente acha que poderá ter impacto", complementa.

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. Erick disse:

    Desejo dias melhores para a Oi… Que encontre uma saida e volte a ser forte.

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