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Compartilhamento não reduz necessidade de alocação adicional de espectro, diz GSMA
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014 , 11h59 | POR REDAÇÃO

A GSMA emitiu nesta quinta, 11, um novo relatório indicando que o espectro compartilhado pode complementar, mas de modo algum substituir a necessidade de espectro exclusivo na oferta de banda larga móvel.

O relatório "Os Impactos do Uso de Espectro Compartilhado Licenciado", desenvolvido pela Deloitte, destaca que o compartilhamento de espectro pode reduzir significativamente a probabilidade de a operadora investir. Segundo o estudo, os potenciais benefícios econômicos derivados do compartilhamento de espectro são, em última instância, inferiores aos obtidos através do espectro de acesso exclusivo.

"A GSMA louva os esforços dos reguladores ao redor do mundo para encontrar rapidamente uma solução para a crise do espectro atual", disse Tom Phillips, diretor de regulamentação da GSMA. "Embora esquemas de compartilhamento possam fornecer uma abordagem complementar para aliviar rapidamente a crescente demanda por espectro, o acesso exclusivo ao espectro para uso móvel é a abordagem regulamentar ideal, proporcionando a certeza de mercado necessária para estimular os investimentos em redes e serviços".

O relatório avalia o valor prospectivo de dois possíveis cenários de Acesso Compartilhado: a liberação de 50 MHz na União Europeia (UE) na banda de 2,3 GHz a partir de 2020 e de 100 MHz na banda de 3,5 GHz nos Estados Unidos a partir de 2016. O modelo de compartilhamento avaliado no estudo é o compartilhamento vertical em que uma operadora móvel usa o espectro detido por outra entidade, como governo, comunidade científica, Exército etc.

União Europeia

O espectro licenciado exclusivo na banda de 2,3 GHz poderia adicionar US$ 116 bilhões à economia da UE no período de 2016 a 2030. Segundo a Delloite, o licenciamento compartilhado, por sua vez, poderia reduzir drasticamente os benefícios econômicos para US$ 95 bilhões ou até para US$ 6,7 bilhões, devido à falta de uma abordagem comum na atribuição de espectro nos Estados Membros, juntamente com exclusões significativas geográficas e de tempo.

Estados Unidos

Nos EUA, por usa vez, entre 2016 e 2030, o licenciamento de espectro exclusivo na banda de 3,5 GHz acrescentaria US$ 260 bilhões à economia dos EUA. Caso o espectro seja compartilhado, esse valor cairia para US$ 210 bilhões, podendo chegar a US$ 7 bilhões.

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