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Radiodifusão questiona resultados de estudo da GSMA sobre interferências nos 700 MHz
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014 , 19h42 | POR HELTON POSSETI

Como não poderia deixar de ser, o estudo da GSMA sobre a interferência entre a radiodifusão e o LTE, divulgado há duas semanas, passa agora por uma análise detalhada do setor de radiodifusão.

O primeiro ponto de questionamento do setor é o fato de o estudo não ter sido formalmente apresentado no grupo de trabalho da Anatel criado para discutir o tema, embora a GSMA tenha assento no tal grupo.

Em relação ao mérito do trabalho, conduzido pela consultortia Advanced Topografic Development & Images (ATDI), o diretor de uso do espectro da Abert, Paulo Ricardo Balduíno, questiona o fato de o trabalho da GSMA avaliar apenas o comportamento da recepção por antenas externas sem amplificação, portanto deixando de fora as antenas internas com e sem aplificadores e também as externas com amplificação, muito usadas como antenas coletivas dos prédios no Brasil.

Outra limitação do trabalho é o fato de serem consideradas apenas as interferências causadas por sinal de fora da faixa e por interferência de bloqueio, normalmente causadas por potência elevada. Ficou de fora os efeitos da chamada “frequência imagem”, que é quando o sinal de interferência aparece no meio da faixa.

Apesar do escopo limitado, afirma Balduíno, o documento em nenhum momento cogita a necessidade de testes ou estudos complementares. “Sem demandar estudos e testes complementares, sem traçar paralelo algum, acaba levantando a questão sobre a validade e mesmo a necessidade das dezenas de estudos e testes feitos ao longo de vários anos no Japão e no Reino Unido”, afirma ele.

O estudo chegou em um percentual de interferêcia de 1% sobre a base de transmissores de TV, o que significa 50 mil residências afetadas em São Paulo e 10 mil em Brasília e Campinas. De acordo com Paulo Balduíno, o trabalho encomendado pela GSMA pode ter levado a uma conclusão imprecisa, justamente por que não considera a realidade da recepção de TV no Brasil. “Pelo que nós estamos vendo no mundo, 1% é muito pouco”, afirma.
 

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