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Caso Opportunity
BrT inclui relatório da CPMI no processo de Carla Cico
terça-feira, 11 de abril de 2006 , 16h56 | POR CARLOS EDUARDO ZANATTA

Com um atraso de mais de duas horas para que o juiz substituto da 20ª Vara da Justiça do Trabalho do Distrito Federal, Cristiano Siqueira de Abreu e Lima pudesse tomar conhecimento do processo, a audiência inaugural do processo movido por Carla Cico contra a Brasil Telecom acabou não se realizando na prática. A Brasil Telecom havia apresentado um requerimento colocando sob suspeição o outro juiz substituto da 20ª Vara, Erasmo Messias de Moura Sé. Apesar de ter 48 horas para avaliar esta solicitação, o juiz Moura Sé, não o fez. Diante da ausência de decisão em relação à suspeição e ainda para aguardar o texto do relatório da CPMI dos Correios, em que existe um pedido de indiciamento de Carla Cico por sonegação fiscal, tráfico de influência e corrupção ativa, que a defesa da BrT quer anexar ao processo, os advogados da Brasil Telecom decidiram não entregar a defesa da empresa. A próxima audiência justamente para que seja entregue esta defesa foi marcada para o próximo dia 9 de maio às 14:45. O juiz Abreu e Lima aceitou um pedido conjunto das partes para dispensar a presença tanto da reclamante quanto da empresa na próxima audiência.

Segredo de Justiça

Diante da possibilidade da defesa da BrT pedir que sejam anexadas à reclamação trabalhista as informações do processo em que Carla Cico foi indiciada, ao lado de Daniel Dantas, em processo aberto em decorrência de investigação feita pela Polícia Federal no caso Kroll, empresa de espionagem contratada pela Brasil Telecom e que investigou desafetos do grupo Opportunity, e que corre em São Paulo sob segredo de Justiça, o advogado Alberto Carneiro, advogado de Carla Cico lembrou que, neste caso, o processo da Justiça do Trabalho também passará a correr sob segredo de justiça. Não deixa de ser curioso que as reclamações de Carla Cico contra seu antigo empregador devam ficar em segredo. Além de danos morais (cujo valor sugerido é de US$ 20 milhões) Carla Cico pede uma indenização de R$ 5,2 milhões por quebra de contrato representado pela demissão sem o pagamento devido. A ex-presidente da BrT que não mora mais no Brasil (tem domicílio em Verona, Itália), processa também o atual presidente da BrT, Ricardo Knoepfelmacher e o diretor financeiro Charles Putz.

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