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Conflito entre sócios
Opportunity pede em NY para vender suas ações na BrT
quinta-feira, 11 de agosto de 2005 , 18h45 | POR REDAÇÃO

O Opportunity está correndo atrás de uma alternativa para conseguir vender suas ações na Brasil Telecom para a Telecom Italia. Na Justiça de Nova York, o grupo de Daniel Dantas fez um pedido ao juiz Lewis Kaplan para que reforme a liminar concedida em 2 de junho e que impede o Opportunity de fazer qualquer coisa que possa afetar os investimentos do Citibank nas empresas de telecomunicações. A liminar foi concedida a pedido do Citibank quando Dantas fechou um acordo com a Telecom Italia para vender suas ações por US$ 460 milhões. A fusão entre Brasil Telecom GSM e TIM era parte deste acordo.
O grupo de Daniel Dantas parece mostrar receio de perder o negócio com a Telecom Italia ao afirmar que o Citibank e os fundos de pensão estão impedindo judicialmente a transação para poderem eles negociar com os italianos. O grupo de Daniel Dantas afirma à Justiça de Nova York que a estratégia do banco norte-americano em conjunto com os fundos é impedir que a Telecom Italia negocie com o próprio Opportunity, o que permitiria posteriormente a ela assumir o controle da Brasil Telecom comprando apenas a participação do Citi ou dos fundos. Afirmam ainda que os fundos e o Citibank estariam negociando com a Telemar, e usam como prova reportagens da imprensa brasileira.

Governo

O Opportunity faz afirmações curiosas em seu pedido. Diz, por exemplo, que existem negociações pela compra da Brasil Telecom envolvendo os interessados e também "officers" (autoridades) do governo brasileiro. Na prática, o que o Opportunity quer é poder vender as suas próprias ações na Brasil Telecom para a Telecom Italia e propõe inclusive que a liminar só permita isso no momento em que Citibank e fundos voltarem ao comando da Brasil Telecom.
No início de junho, segundo o Opportunity, a diretoria da Brasil Telecom fez propostas alternativas de descruzamento das participações da Telecom Italia com a BrT de modo a desfazer conflitos regulatórios. Uma das propostas era separar a BrT GSM em uma subsidiária onde a Telecom Italia não seria sócia.

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