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ABTA 2008
Operadores de TV paga vêem desafios diferentes para o futuro
segunda-feira, 11 de agosto de 2008 , 21h33 | POR SAMUEL POSSEBON

Os principais operadores de TV por assinatura têm visões diferentes sobre os desafios que se colocam para a indústria nos próximos anos. Leila Loria, presidente da TVA, que participou do debate de abertura da ABTA 2008 nesta segunda, 11, também como representante da parceria TVA/Telefônica, disse que o principal desafio hoje é a necessidade de investimentos. "Hoje, felizmente, não falta conteúdo, apesar de esse ainda ser um mercado concentrado", disse Leila. Para José Felix, CEO da Net Serviços, que participou do mesmo debate, o principal desafio é gerar receita em todos os serviços. "Por isso concordamos com a ABTA quando ela critica a proibição de cobrança do ponto extra, que não faz sentido". Para Luiz Eduardo Baptista (Bap), presidente da Sky, falta escala para o desenvolvimento dos serviços e um marco regulatório adequado. "Hoje os investimentos são feitos com prazo de retorno de sete ou oito meses. Não são anos. Se as regras mudam a cada hora, não existe retorno", disse Bap.
O debate transcorreu ameno até esse ponto. Quando o tema passou a ser a disputa de mercado com empresas de telecomunicações, a discussão esquentou. Para Leila Loria, o crescimento do mercado nos últimos quatro anos se deveu aos investimentos das teles, sobretudo da Telmex na Net Serviços. Felix rechaçou o comentário, disse que a Net investiu com geração de caixa própria e que a Embratel investe no serviço de telefonia fixa que tem em parceria com a Net. "A Embratel, em TV paga, está investindo em sua própria operação de DTH, assim como fez a Telefônica".
Felix também criticou os comentários feitos pela Oi a respeito de pedidos de unbundling supostamente negados pela Net. "Depois que anunciamos em fato relevante a nossa parceria com a Embratel para compartilhamento de rede, recebemos uma carta genérica, sem nenhuma proposta específica, que só repetia a legislação e pedia informações e que tinha claramente a intenção de obter dados confidenciais. Não havia intenção de unbundling, porque o que eles pediam era o uso da rede na área onde eles têm rede maior que a nossa". Para ouvir as explicações de Felix sobre essa troca de acusações com a Oi, ouça entrevista exclusiva na home page do site TELETIME.
Felix também comentou a possibilidade de consolidação entre empresas de telecomunicações, especialmente sobre BrT e Oi. "Acho que as mudanças regulatórias que estão sendo preparadas para isso precisam levar em consideração não apenas a necessidade de regras para portabilidade e unbundling, mas o efetivo funcionamento destes mecanismos".
Para Leila Loria, o mercado de TV por assinatura é concentrado e a entrada de um concorrente como a BrOi pode mudar o quadro. "O crescimento da oferta de infra-estrutura beneficia inclusive programadores".

Sky: parcerias e novas regras

Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky, lembrou que existe o modelo de parcerias com as teles que também pode ser explorado. "Hoje temos parcerias com a Oi, BrT e TIM, e parece muito razoável que cada um invista em uma rede e que estes esforços sejam compartilhados", diz Bap. Ele lembrou que a compra da operadora de MMDS ITSA pela Sky ainda depende de aprovação da Anatel para se concretizar, mas que definitivamente é uma tentativa de testar a faixa para distribuir banda larga com WiMax. "Há ainda alguns passos até lá. Além da aprovação da operação, ainda é preciso avaliar a regulamentação do próprio MMDS, que hoje exige a prestação do serviço de vídeo, e também a mudança nas regras de mobilidade, que hoje não são permitidas".
Ele explica que banda larga, hoje, é um meio para que as pessoas tenham acesso a conteúdo, e que por isso é indiferente por que caminhos o usuário terá o acesso de banda larga.

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