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Balanço
Brigas judiciais afetam resultado da Embratel
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007 , 17h11 | POR FERNANDO PAIVA

O balanço da Embratel em 2006 sofreu fortes impactos tanto positivos quanto negativos por conta de disputas judiciais. Por um lado, a empresa teve a seu favor uma decisão judicial que envolve um montante de R$ 603 milhões relativos ao pagamento de imposto de renda e contribuição social sobre lucro inflacionário no período entre 1990 e 1994. Por outro, a companhia decidiu fazer uma provisão de R$ 507 milhões referentes a imposto de renda sobre receita operacional de serviços prestados no exterior entre 1996 e 1997, foco também de contestação judicial. Além disso, Embratel e Telmex do Brasil, sua controlada, fizeram uma provisão de R$ 382 milhões em 31 de dezembro referente a futuros acordos relativos a dívidas de ICMS relacionadas ao convênio 72 do Confaz. No fim das contas, a Embratel encerrou o ano de 2006 com lucro de R$ 105,8 milhões, montante 39,3% menor que os R$ 174,4 milhões registrados em 2005. Segundo a empresa, se excluídos os efeitos não recorrentes, seu lucro em 2006 teria sido de R$ 654 milhões.
A Embratel encerrou 2006 com uma receita líquida de R$ 8,22 bilhões: valor 8,7% superior ao registrado em 2005. Os principais fatores foram o crescimento de 23,1% na receita de comunicação de dados e de 34% na receita local. O Ebitda da empresa, porém, caiu 31,9% na comparação entre os dois anos, baixando de R$ 1,694 bilhão para R$ 1,154 bilhão. A margem Ebitda diminuiu de 22,4% para 14%. A queda se deveu aos efeitos não recorrentes já mencionados. No quarto trimestre, o Ebitda foi de R$ 153,5 milhões, montante 56,7% menor que o registrado no mesmo período de 2005. Ainda assim, foi melhor que o Ebitda negativo de R$ 39,6 milhões verificado no terceiro trimestre de 2006.

Longa distância

A Embratel registrou em 2006 um tráfego de 14,49 bilhões de minutos em chamadas de longa distância nacional. Isso representa um crescimento de 16,2% em comparação com 2005. A receita, porém, não subiu na mesma proporção: aumentou 2,8%, alcançando R$ 4,22 bilhões. A melhora em longa distância nacional se deveu principalmente a chamadas originadas em telefones celulares, informou a companhia.
No segmento de longa distância internacional, manteve-se a tendência de queda. O volume de minutos em 2006 foi de 2,03 bilhões, ou 7,2% a menos que em 2005. E a receita caiu 21,7%: o faturamento com DDI em 2006 foi de R$ 511,6 milhões, contra R$ 653,2 milhões no ano anterior.

Telefonia local e comunicação de dados

A receita com telefonia local cresceu 34% de 2005 para 2006, saltando de R$ 680,4 milhões para R$ 911,6 milhões. Do terceiro para o quarto trimestre houve uma pequena queda de 2,1% na receita desse segmento por razões sazonais: no fim do ano diminui o uso por parte de clientes corporativos, que representam uma parcela significativa da base da Embratel. Ao fim de 2006, a companhia tinha 181,9 mil assinantes do Net Fone via Embratel. Do terceiro para o quarto trimestre essa base de clientes aumentou 58,2%.
Comunicação de dados também registrou crescimento. No quarto trimestre, a Embratel adicionou 132 mil linhas equivalentes de 64 Kbps, encerrando o ano com 2,24 milhões delas, o que significa um aumento de 34,5% em comparação com o fim de 2005.
A receita líquida anual com comunicação de dados cresceu 23,1% entre 2005 e 2006, passando de R$ 1,84 bilhão para R$ 2,26 bilhões.

Dívida

Em 31 de dezembro passado, a Embratel tinha uma dívida bruta de R$ 2,65 bilhões. Desse total, 29%, ou R$ 769,4 milhões, eram de curto prazo, ou seja, venciam dentro de 12 meses. O restante, R$ 1,88 bilhão, era de longo prazo. Ao todo, 21,2% da dívida bruta, ou R$ 561,2 milhões, estavam protegidos por hedge. Considerando que a empresa tinha em caixa R$ 637 milhões, sua dívida líquida ao fim de 2006 era de R$ 2,01 bilhões.

Investimento

A Embratel investiu R$ 1,46 bilhão em 2006. A área que mais recebeu investimentos foi a de acesso, infra-estrutura e serviços locais, que respondeu por 30,6% do total, ou R$ 447,2 milhões. Serviços de dados e internet ficaram com 26%, ou R$ 380 milhões. A Star One, subsidiária de satélites da Embratel, recebeu R$ 323,7 milhões, ou 22,2% do total. À infra-estrutura de rede foram destinados R$ 181,5 milhões. Outros investimentos não detalhados no balanço consumiram os R$ 126,9 milhões restantes.

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