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ABTA 2008
TV móvel paga depende de vontade política, diz Nokia-Siemens
terça-feira, 12 de agosto de 2008 , 21h12 | POR REDAÇÃO

A despeito de toda a discussão sobre padrões tecnológicos para TV paga no celular, em uma coisa os participantes do painel "Mobilidade: novos caminhos para a TV por assinatura", que aconteceu neste segundo dia da ABTA 2008, concordam: a necessidade de se liberar espectro para o serviço. Hoje, a faixa de UHF está toda ocupada nos grandes centros pelas transmissões de TV digital e pela TV analógica, sendo que esta última deve estar totalmente desocupada (com a transição para a TV digital) apenas em 2016. "A pergunta é: não dá para fazer alguma coisa antes?", pergunta Mario Baumgarten da Nokia-Siemens. Na opinião do executivo, falta vontade política para fazer com que o serviço aconteça no Brasil. "Nós queremos gerar empregos e novos negócios ou deixar as coisas como estão", pergunta.
Na sua apresentação Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor agregado da Claro, reforçou que durante muitos anos as operadoras ainda vão utilizar as suas redes de terceira geração recém construídas para os serviços de conteúdos audiovisuais, como aliás hoje já acontece. A operadora hoje distribui conteúdos por assinatura no serviço Claro Idéias, e conta com muitos dos canais pagos tradicionais, como History, Discovery, CNN e ClimaTempo, além do canal infantil Cartoon, este desenvolvido em versão especial para celular. Segundo Fiamma Zarife, a experiência do Claro Idéias já permite perceber que os hábitos de consumo de TV móvel são diferentes da TV tradicional, com horário nobre pela manhã e tempo de audiência mais curto (cerca de 3 minutos). Zarife acredita na possibilidade de parcerias com empresas de TV por assinatura, mas acredita que neste momento será mais natural uma associação com os produtores de conteúdo.
Enquanto isso, a Qualcomm com o seu MediaFLO e o DVB-H, capitaneado pela Nokia, brigam para se estabelecerem em países emergentes. Em sua apresentação Mazen Chmaytelli, da Qualcomm, listou atributos em favor do MediaFLO como velocidade na troca de canais, capacidade para vários canais e diversidade em modelos de negócio. A Qualcomm apresentou na ABTA seu chip UBM que permite captar os sinais da rede ISDB-T (padrão escolhido pelo Brasil para TV digital) e MediaFLO. Mario Baumgartem da Nokia-Siemens usou a escala do DVB-H para defender a adoção do padrão pelas operadoras brasileiras. Segundo ele, já existe 16 operações comerciais de DVB-H no mundo. A Qualcomm conta com as operações de MediaFlo com a Verizon e AT&T, nos EUA.
Nas estimativas da Nokia-Siemens, o negócio de TV vai representar até 20% da receita das teles móveis no futuro.

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