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Conteúdos móveis
Jamdat aposta em menos quantidade e mais qualidade
segunda-feira, 12 de setembro de 2005 , 17h19 | POR SAMUEL POSSEBON, DE MIAMI

Mitch Lasky, CEO da Jamdat, uma das maiores empresas envolvidas no mercado de games para celulares nos EUA, apresentou nesta segunda, dia 12, sua visão sobre o que é preciso mudar para que a indústria de jogos aproveite melhor o desenvolvimento das plataformas de terceira geração que começam a surgir. Para Lasky, as aplicações móveis, sobretudo os jogos, ainda estão longe de se tornarem realmente fáceis para usuários sem experiência ou habilidades especiais. Em geral, é preciso teclar o celular mais de 20 vezes para se conseguir comprar um jogo, o que ainda é muito.
Segundo Mitch Lasky, não basta que os desenvolvedores de aplicações e agregadores esperem que as operadoras promovam o conteúdo, porque isso não vai acontecer. "Elas podem fazer uma vez, no lançamento, mas depois disso o trabalho é todo nosso", diz. Ele pondera, contudo, que as operadoras de um modo geral poderiam facilitar a vida dos provedores de conteúdo se abrissem "caminhos" mais simples para a aquisição de jogos e aplicativos, como números de SMS únicos ou ícones diretos.
A Jamdat considera, também, que a própria indústria de desenvolvedores de jogos está se prejudicando ao desenvolver conteúdos sem apelo. "Precisamos ter mais controle editorial sobre o que é feito, porque se começarmos a entregar conteúdos de baixa qualidade, isso vai fazer com que as pessoas não acreditem no potencial multimídia dos celulares", disse, lembrando que com a pressão para o desenvolvimento de novos conteúdos, mutas empresas pararam de buscar qualidade. "Estamos poluindo nossa própria água agindo desse jeito". Ele disse que enquanto a Jamdat desenvolve entre 20 a 24 jogos por mercado, por ano, empresas chinesas e indianas fazem essa mesma quantidade por mês. "Não há como fazer com qualidade nesse rítmo". Para Lasky, a variedade não pode ser confundida com caos, caso contrário, "ninguém comprará".
"Estamos apenas no começo dessa indústria. É preciso pensar nas próximas gerações de handsets e assinantes. É ali que está o verdadeiro potencial", concluiu. Mitch Lasky falo no evento 3G CDMA Americas, que acontece esta semana em Miami. (O jornalista viaja a convite da Qualcomm)

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