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"Estamos de volta ao jogo", diz CEO da Alcatel-Lucent
quarta-feira, 12 de novembro de 2014 , 19h44 | POR SAMUEL POSSEBON, DE NEW JERSEY A CONVITE DA ALU

O CEO da Alcatel-Lucent (ALU), Michel Combes, abriu nesta quarta, dia 12, o Annual Technology Symposium da empresa afirmando que o primeiro capítulo do plano de reestruturação da companhia, conhecido como Shift Plan, está concluído. "Estamos de volta ao jogo. E estamos de volta para ganhar", disse Combes, que há cerca de dois anos, ao assumir a ALU, chegou a declarar que a empresa estava quase quebrada. A primeira parte do Shift Plan consistiu em uma mudança no foco da companhia, na reestruturação da empresa e na busca de novas linhas de financiamento.

O próximo passo, segundo Combes, é "ganhar o jogo". Isso significa um novo capítulo, que deve levar mais quatro ou cinco anos. E para isso a ALU está elencando uma série de novas prioridades, alinhadas com a estratégia definida na primeira parte do plano. Uma das expectativas de Combes é que a empresa se torne positiva em fluxo de caixa já no próximo ano, antes do que havia sido originalmente desenhado.

A Alcatel-Lucent sempre se orgulhou de ser uma das empresas mais inovadoras do mercado, sobretudo pela forte tradição do Bell Labs, um celeiro de pesquisadores que já ganhou oito Prêmios Nobel em seus 90 anos de existência (desde que foi criado, em 1925, pela AT&T). "Quando tivemos que economizar e cortar custos, a única área que não sofreu foi a nossa área de inovação", orgulha-se Combes.

Redes no centro

Desde que anunciou sua reestruturação, a ALU tem se focado fortemente em redes IP. E, para o CEO da empresa, "as redes estão de volta ao centro das atenções". Mas ele reconhece que as redes não estão entregando às operadoras todo o potencial que poderiam, por algumas razões: a conectividade ainda está limitada, o gerenciamento das redes ainda é complexo e ainda é complicado gerar recursos com o uso das redes.

Paradoxalmente, para enfrentar esses desafios, a ALU, que sempre foi uma empresa de hardware, quer se tornar cada vez mais uma empresa de software. "Estamos buscando uma mudança de cultura, para sermos disruptivos", disse Combes.

E isso vem por meio de um processo de virtualização dos recursos e controles das redes, que a empresa assegura ser o melhor caminho para simplificar a gestão e gerar mais benefícios (e recursos). Além de migrar funções da rede (inclusive elementos do core da rede) para um ambiente virtual e para plataformas SDN (software defined network) a ALU ainda coloca todas as suas fichas no mercado de small cells para redes móveis, vectoring e derivados para a rede de acesso de cobre, que se combina com a expansão das redes de fibra.

Novas estratégias

Michel Combes anunciou alguns novos elementos na estratégia da empresa. Um deles é a expansão da base de clientes. A ALU não quer ser tão dependente dos prestadores de serviços de telecomunicações, e acredita que grandes corporações que podem otimizar suas redes de telecomunicações para ter mais receitas e ganhos operacionais podem também ser clientes. Entre as prioridades da Alcatel-Lucent estão utilities, governos, bancos e provedores de TV a cabo.

Outra peça nova na estratégia é ampliar a presença do time do Bell Labs no trabalho de aconselhamento e consultoria de grandes clientes que buscam essa transformação por meio da otimização das redes.

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