OUTROS DESTAQUES
INTERNET DAS COISAS
Plano Nacional de IoT: agricultura, cidades inteligentes, saúde e transportes em destaque
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016 , 19h11

O Plano Nacional de Internet das Coisas, que norteará as políticas públicas do governo federal para esse segmento por cinco anos, entre 2018 e 2023, vai priorizar a atuação em um grupo de três a cinco verticais. Elas serão escolhidas após uma primeira fase de diagnóstico do contexto brasileiro para IoT, que incluirá a análise do potencial do País e a definição da sua aspiração internacional nesse setor.

Como parte dessa primeira etapa, foi aberta uma consulta pública, para que qualquer pessoa ou empresa interessada possa enviar sugestões sobre o assunto. A consulta pública aborda 13 temas sobre IoT, cada um com uma série de perguntas. Alguns dos assuntos tratados são: regulamentação; fomento a pesquisa e desenvolvimento; adaptação de recursos humanos para essa nova realidade; gerenciamento de infraestrutura; segurança e privacidade de dados etc. A consulta fica aberta por 30 dias e pode ser acessada online no endereço www.participa.br/cpiot

Pelo menos quatro verticais apontam como fortes candidatas: agricultura, cidades inteligentes, saúde e transportes. Todas são áreas em que o País tem enormes desafios que poderiam ser enfrentados com a ajuda de IoT, big data e inteligência artificial. Em uma breve pesquisa feita em tempo real com os participantes da cerimônia de lançamento do plano, agricultura e cidades inteligentes foram as mais mencionadas – vale lembrar que se tratava de uma amostra altamente qualificada, com tomadores de decisão que representam algumas das maiores empresas interessadas em IoT no Brasil.

As verticais serão anunciadas em março, durante o Mobile World Congress, em Barcelona, junto com uma primeira versão do plano. Então será aberta uma nova consulta pública para coletar sugestões da sociedade sobre cada uma das verticais.

O Plano Nacional de IoT também abordará temas horizontais, ou seja, que transpassam todas as verticais a serem priorizadas, como regulamentação, modelos de financiamento, segurança digital e interoperabilidade.

A versão final do plano será divulgada em setembro de 2017. Nela constará sugestões de políticas públicas como parte de um plano de ação estratégica a ser adotado pelo governo para fomentar a Internet das Coisas.

Orçamento

O plano será elaborado por um consórcio formado pela consultoria McKinsey, em parceria com o CPqD e o escritório de advocacia Pereira Neto. Eles foram os vencedores de uma concorrência com 29 participantes. O custo de elaboração do plano é de R$ 17 milhões. O projeto é fruto de um convênio institucional entre o BNDES e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações (MCTIC), assinado nesta segunda-feira, 12, no Rio de Janeiro.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS
Não Eventos
Top