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CableLabs espera ver DOCSIS 3.1 em operação até 2016; confira as grandes tendências
quinta-feira, 13 de março de 2014 , 11h04 | POR SAMUEL POSSEBON, DE AMSTERDÃ

Quando se fala em velocidades de ultra banda larga em redes de cabo, a grande expectativa é o padrão DOCSIS 3.1 para cable modems, que promete capacitar as redes de cabo a entregarem virtualmente as mesmas velocidades entregues pelas redes de fibra FTTH, com velocidades acima de 1 Gbps. O CableLabs, responsável pela padronização e especificação do DOCSIS 3.1, explica que esse deve ser o maior salto já dado pelo padrão DOCSIS desde que ele começou a ser desenvolvido, em meados da década de 90. "Pela primeira vez um padrão será especificado, implementado e estará comercialmente disponível em um intervalo de dois anos", diz o presidente do CableLabs, Phil McKinney, em apresentação durante o Cable Congress 2014, evento de TV a cabo de operadores europeus que acontece esta semana em Amsterdã.

Ele diz que a padronização com as especificações deve sair no segundo semestre deste ano, com a implementação pelos fornecedores em 2015 e as primeiras operações comerciais no final de 2015 ou começo de 2016. "Estamos adiantados no cronograma", diz.

Mas o futuro da TV por assinatura, especificamente das redes de TV a cabo, vai além do novo padrão do DOCSIS. McKinney apontou algumas megatendências que o CableLabs identificou por meio de pesquisas e que valem para todos os operadores globais de TV a cabo. São elas:

– Migração para redes All IP: segundo o CableLabs, esse é o caminho para o qual a maior parte das operadoras de cabo está indo no longo prazo.

– Casas conectadas: é a nova fronteira para o crescimento das receitas por usuário, com serviços de segurança, monitoramento, entretenimento integrado, controle de gastos com utilities etc.

– Segurança de redes e proteção dos dados dos usuários: Trata-se de um problema crescente para operadores e clientes e que demanda ações por parte dos provedores da infraestrutura.

– Ampliação da mobilidade: Essa tendência passa não só pelo Wi-Fi, mas pela adoção de operadoras virtuais e mesmo LTE sobre espectro não licenciado, o que promete ser a grande revolução dos serviços de banda larga móvel.

– Melhoria da infraestrutura: Ainda existem grandes quantidade de redes de cabo ultrapassadas e existe uma tendência do adensamento das redes de fibra.

– Trabalho conectado: É outra oportunidade comercial para as operadoras de cabo, e consiste em identificar negócios e oferecer soluções para as atividades profissionais de seus clientes.

– Mudança no ecossistema de conteúdos: A parceria com provedores over-the-top (OTT) parece ser algo inevitável como resposta a uma crescente competição nesse campo.

– Interface de usuários integradas: É o conceito de ubiquidade do conteúdo, que precisa estar em qualquer plataforma e organizada de maneira amigável e integrada seja na TV, smartphones, PCs ou tablets.

– Ampliação das plataformas de software: Com o crescimento da quantidade de serviços e as necessidades de integração entre eles, cada vez mais as operadoras dependerão de sistemas integrados para prover os serviços.

– Ambientes econômicos desafiadores: A competição, a disputa de mercado em países emergentes e os novos modelos de negócio forçam a TV por assinatura a reavaliar seus modelos de remuneração e oferta de serviços.

– Revolução na análise de dados: As operadoras devem passar a entender as informações que estão sendo geradas pelos seus usuários, armazenadas em seus sistemas, de modo a processá-las e alimentar de volta a cadeia, com melhores estratégias de venda, melhores produtos e serviços customizados.

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