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Banda larga
Provedores OTT precisam de tratamento diferenciado, diz Virgin Media
quinta-feira, 13 de março de 2014 , 11h10 | POR SAMUEL POSSEBON, DE AMSTERDÃ

Se no passado operadores de telecomunicações e cabo estavam sozinhos no discurso de que precisariam, em algum momento, passar a cobrar dos provedores de conteúdos para poder viabilizar os investimentos na infraestrutura que daria suporte ao crescente tráfego de banda larga, tudo indica que agora esse começa a ser um movimento de duas mãos. Explica-se: para grandes provedores de conteúdo, como Netflix, Amazon, YouTube e outros, assegurar uma boa qualidade de distribuição passa a ser essencial para o sucesso de seus respectivos modelos de negócio.

Um exemplo emblemático é o acordo que a Virgin Media, maior operadora de cabo do Reino Unido, fez com a Netflix. Segundo informou Tom Mockridge, CEO da operadora, a este noticiário, trata-se de um acordo de revenue share com a Netflix, em que as duas partes ganham. Em sua apresentação no Cable Congress, evento de TV a cabo que acontece esta semana em Amsterdã, Mockridge foi categórico: "sem banda larga não tem aplicativo", disse ele. "Além disso, o consumidor que está pagando para ter uma melhor banda larga espera ter um serviço melhor, e isso não tem nada a ver com a neutralidade, que é manter a rede aberta a todos", disse ele.

Guy Bisson, diretor de TV da consultoria IHS, também fez uma avaliação interessante. "O mercado de conteúdos over-the-top (OTT) está se tornando cada vez mais competitivo, e os próprios provedores de conteúdo estão demandando mais qualidade das redes".

A Virgin Media não tem medo de abrir suas redes a outros provedores OTT. Hoje, apenas Netflix e YouTube estão embarcados em seus set-tops TiVo, mas há planos de colocar outros conteúdos. "O nosso cliente quer, não vejo razão para não fazer", diz Mockridge. Na análise da Virgin Media, não existe risco de canibalização porque da mesma forma que operadores de cabo enfrentam pressões de custo de programação, os provedores OTT também sentirão essa pressão. "Tenho certeza que nenhum detentor de conteúdo vai dar de graça um conteúdo que tem grande demanda", diz.

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