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Venda da Embratel
Controle pode valer entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,3 bilhão
quinta-feira, 13 de novembro de 2003 , 17h28 | POR SÉRGIO SISTER E FERNANDO PAIVA

Anunciada a intenção de venda da Embratel pela MCI, resta saber, no entender de analistas ouvidos por TELETIME News, quanto valeria a empresa. Pelo valor de mercado atual, a Embratel custaria R$ 3,735 bilhões. Como a MCI tem 19,26% do capital total, ela cobraria, teoricamente, R$ 719 milhões. Mas é claro que o valor será muito acima disso. O valor patrimonial líquido em setembro era de R$ 4,879 bilhões. Pelos 19,26%, então, a MCI poderia arrecadar R$ 940 milhões. Mas a maior parte dos analistas disse ser muito provável que a empresa acabe sendo vendida pelo preço justo da ação entre R$ 18 e R$ 20. Hoje, a ação está entre R$ 11 e R$ 17. Isso quer dizer que é grande a possibilidade de que a Embratel seja vendida por algo entre R$ 6 bilhões e R$ 6,7 bilhões. O que corresponde, pela parte da MCI, a algo entre R$ 1,1 bilhão a R$ 1,3 bilhão.
De qualquer forma, o que é obvio é que jamais os americanos vão recuperar os US$ 2,227 bilhões que pagaram por 19,26% da empresa.
Avalia-se que a Telmex seja a principal interessada, pois a companhia mexicana é uma das maiores detentoras de bônus da dívida da MCI. ?Ela poderia trocar esses bônus pelo controle da Embratel?, sugere Rodrigo Magela, do Pactual. ?Faz todo sentido integrar a rede celular da Claro com uma de longa distância nacional como a da Embratel?, destaca André Jakurski, do Investidor Profissional.
A Telecom Italia, controladora da TIM, com a qual a Embratel já tem um acordo operacional, também é apontada por analistas como uma possível interessada na compra da carrier, mas aí restaria a questão de uma eventual volta dos italianos ao controle da Brasil Telecom, o que inviabilizaria a operação.

Estratégia

As principais ações estratégicas da Embratel ao longo desse ano ? compra da Vésper, participação no leilão da AT&T Latin America, reestruturação da dívida ? foram aprovadas pelos analistas entrevistados. Eles não acreditam que se trataram de movimentos orquestrados para valorizar a empresa para uma venda futura, como acabou ocorrendo no final das contas. ?É difícil afirmar isso, pois foram passos importantes para a operação e para a saúde financeira da empresa, independentemente de ela estar ou não à venda?, explica um profissional do mercado de capitais.

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