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Dívida
Splice se prepara para pagar sua parte da conta da BCP
quarta-feira, 14 de agosto de 2002 , 19h00 | POR SÉRGIO SISTER

Parte dos recursos da nova emissão de debêntures (R$ 190 milhões) aprovada na reunião do conselho administrativo do Grupo Splice é para que a Fixtel (sua controlada) possa pagar a sua parte na conta da BCP junto a bancos credores. Como se sabe, a Fixtel, que pertence 100% à Splice, tem 6,84% das ações ON e 2,87% das PN da BCP, sendo dessa forma responsável pelo pagamento de US$ 25,65 milhões (R$ 77 milhões) de um total de US$ 375 milhões que a operadora de telefonia móvel não honrou.
Para uma fonte muito bem situada, o objetivo da Splice é manter a integridade de sua posição na empresa no momento em que as negociações com os bancos credores tiverem seu desfecho. A exemplo do Banco Safra (e contra a opinião da Bell South) ? ambas controladores majoritárias da BCP – a Splice prefere pagar a sua parte, vendendo depois a sua participação em condições mais favoráveis a grupos como Telecom Américas, tido como um dos mais prováveis interessados na operação.
O que os operadores do mercado de ações desconfiam é que essas novas debêntures acabarão sendo compradas pela Tele Centro Oeste Celular, igualmente controlada pela Splice, que terá sua dívida com a TCO elevada para R$ 600 milhões.
Foi isso que levou o mercado a despejar ações da TCOC nesta quarta-feira, 14, que chegaram a cair cerca de 19%, fechando a R$ 2,76, com queda de 17% no final do pregão normal.

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