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Serviços móveis
Nos EUA, operações virtuais são o caminho para segmentação
quarta-feira, 14 de setembro de 2005 , 14h18 | POR SAMUEL POSSEBON, DE MIAMI

As discussões sobre as tendências de marketing e estratégia das operadoras móveis nos EUA estão longe da realidade brasileira, pelo menos por enquanto. Nos EUA, uma das principais preocupações dos operadores tem sido como fazer o mercado crescer em camadas onde a penetração ainda é baixa (pré-adolescentes e terceira idade, ou grupos étnicos específicos, por exemplo). A solução que está sendo resgatada é o conceito de operadoras virtuais (MVNOs), prestadoras de serviços móveis que alugam capacidade de rede.
Na América Latina, contudo, esse é um cenário muito distante, na opinião de José Otero, da empresa de consultoria Signals, que falou durante no evento 3G CDMA Americas, em Miami. Para Ortega, as operadoras virtuais não devem ter espaço em países latino americano porque as operadoras móveis certamente não abrirão este espaço. "Elas vêem as MVNOs como competidoras e não vão facilitar". Há ainda questões legais, como no Brasil, onde o assunto está longe de ser regulamentado.
Na América Latina, diz Ortega, ao contrário dos EUA, os canais de varejo ainda são fundamentais e as tecnologias de terceira geração terão uma entrada mais lenta. O maior desafio a ser vencido é o tributário. "Por mais que se ofereçam celulares de baixo custo, eles ficarão caros após os impostos", diz, lembrando que essa situação não é específica do Brasil mas de quase todos os países da região.

O mito do VoIP

Muitos fornecedores têm colocado algumas fichas em tecnologias para fazer com que redes móveis trafeguem voz sobre IP, mas essa não parece ser uma febre como acontece na telefonia fixa. O que se pondera no mercado norte-americano é que não existe alguém "comendo" tráfego das teles celulares com VoIP, como na telefonia fixa. E como os serviços de voz são, de longe, o principal negócio de qualquer operadora celular, ninguém vai investir em uma tecnologia cujo conceito difundido é baixar o custo para o usuário sem que haja alguma forma de pressão, como a competição externa. (O jornalista viaja a convite da Qualcomm)

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