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Políticas de comunicação
Presidente elogia empresários que "não tiveram medo" da Confecom
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009 , 23h43 | POR MARIANA MAZZA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poupou os empresários que decidiram abandonar a comissão organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Ao abrir oficialmente o evento na noite dessa segunda-feira, 14, Lula alfinetou as associações que decidiram não participar do debate. "Queria fazer um agradecimento especial aos empresários que não tiveram medo dessa conferência. Lamento que alguns atores da área da comunicação tenham preferido se ausentar desta conferência, temendo sabe-se lá o quê. Perderam uma ótima oportunidade para conversar, defender suas ideias, lançar pontes e derrubar muros", afirmou Lula. "Mas cada um é dono de suas decisões e sabe onde lhe aperta o calo. Bola pra frente", concluiu.
Em agosto deste ano, em meio aos preparativos da Confecom, as associações Abert (radiodifusão), ANJ (jornais), Aner (revistas), Adjori Brasil (jornais e revistas regionais), Abranet (provedores de Internet) e ABTA (TV por assinatura) anunciaram o afastamento da comissão organizadora. Restaram como representantes dos empresários apenas a Telebrasil (teles fixas e móveis) e a Abra (Band e Rede TV!). Lula destacou a necessidade de todos os segmentos da sociedade se unirem para a tarefa "indispensável" de discutir a comunicação no país. "Para responder a esse desafio, a diversidade deste plenário é muito bem-vinda. Porque a tarefa que temos pela frente é complexa demais para ser resolvida apenas pelo governo ou apenas por um segmento isolado da sociedade", avaliou.
Lula também destacou a necessidade de um debate que tenha como pilar a liberdade de imprensa. "Meu compromisso com a liberdade é sagrado. Ela é essencial para a democracia." Lula disse que a imprensa no Brasil "apura e deixa de apurar o que quer", e que ele aprendeu a conviver com isso. E voltou a defender a visão de que a melhor regulação para eventuais abusos da imprensa é a própria liberdade de imprensa. "Os leitores, os ouvintes, os telespectadores são perfeitamente capazes de separar o joio do trigo, a informação da desinformação, a notícia da campanha, a verdade da eventual manipulação. São críticos implacáveis e juízes severos."
O presidente citou vários avanços obtidos nas telecomunicações e na ampliação da comunicação no país, citando dados do crescimento da telefonia móvel, da venda de jornais nas capitais, das rádios comunitárias e de acesso à Internet. Lula deu especial atenção à pauta sobre convergência de mídias, afirmando que esse processo de consolidação de serviços sobre uma única plataforma tem que ser discutido com foco no aumento da diversidade e evitando que se formem "monopólios e oligopólios".
Lula – que foi aplaudido de pé no início e no fim de seu discurso, incluindo um nítido "Lula, o Brasil te ama", vindo da plateia – atendeu aos apelos dos participantes e incluiu em seu discurso ponderações sobre o sistema atual de concessão de rádios comunitárias. O presidente falou que muitas vezes políticos acabam assumindo as licenças concedidas para associações comunitárias. E que, por conta disso, é muito importante que os movimentos comunitários ajam "com a maior seriedade", evitando que essa prática continue.

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