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Finanças
Ação da Telesp teve o pior desempenho do setor em 2009
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 , 16h14 | POR HELTON POSSETI

Os problemas na rede de banda larga da Telefônica ocorridos no ano passado, que levaram a Anatel a suspender por dois meses a comercialização do Speedy, penalizaram fortemente o desempenho financeiro da operadora e, consequentemente, a performance das suas ações na Bolsa. O papel preferencial da Telesp – controlada integralmente pela Telefônica – (TLPP4) cresceu apenas 2,7% em um ano em que o Ibovespa valorizou 82,7%. A ação da Telesp também ficou bem abaixo do Itel (índice composto apenas por ações do setor de Telecom) que cresceu 51% no ano.
Relatório da Fator Corretora divulgado no final do ano passado estima que a proibição da venda do Speedy tenha gerado perdas à Telefônica da ordem de R$ 12 milhões no trimestre e um churn de 70 mil clientes por mês, em função da campanha negativa pela suspensão do serviço. "O terceiro trimestre foi negativo em termos de adições líquidas de clientes. O serviço de TV por assinatura também foi prejudicado porque a empresa só vende o serviço junto com o Speedy. Foi um período longo de turbulência. O que não dá pra calcular é o dano para a imagem da companhia", afirma a analista da Fator Jacqueline Lison.
A analista da Ativa Corretora, Luciana Leocádio, acredita que a companhia tem condições de se recuperar em 2010, mas vê "problema de estrutura de negócio" na estratégia da companhia. Segundo ela, a Telefônica está "amarrada" porque não consegue fazer ofertas integradas com a Vivo, companhia que divide o controle com a Portugal Telecom. Dessa maneira, a empresa cresce no serviço de banda larga que não tem a rentabilidade que o sistema de telefonia tradicional tem. "A empresa cresce pouco em um segmento com margem menor", diz ela referindo-se à banda larga.
Setor e Oi
Jacqueline Lison, da Fator Corretora, avalia que o setor como um todo teve o desempenho prejudicado pela baixa performance da Telesp e das ações do grupo Oi. No caso da Oi, o processo de consolidação acabou sendo a prioridade da companhia, o que penalizou o desempenho da Telemar ON (TNLP3).
O relatório da Fator explica que em 2009 o grupo Oi assumiu como prioridade a consolidação, tanto societária quanto operacional de sua nova subsidiária e, para tanto, uniformizou práticas contábeis e comerciais. Assim, diz o relatório, a BrT passou a adotar estratégia mais agressiva em sua região, que resultou, por um lado, na aceleração do crescimento de sua base de assinantes de telefonia móvel, mas, por outro, no aumento dos gastos comerciais e descontos concedidos, e consequentemente, na queda das margens operacionais da BrT. "O mercado ficou em compasso de espera, na expectativa de acabar a consolidação. Passada a consolidação, a empresa vai focar em rentabilidade", afirma Jacqueline.

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