OUTROS DESTAQUES
3GSM World Congress
Aplicativos embarcados: tendência para handsets e SIM cards
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 , 13h37 | POR REDAÇÃO

Mais do que os handsets em si, o grande destaque dos fabricantes de aparelhos celulares nesta edição do 3GSM World Congress, que aconteceu esta semana em Barcelona, foram os aplicativos pré-instalados ou instaláveis nos aparelhos. Mais do que simples serviços de valor adicionado, esses aplicativos passaram a ser parte do pacote de diferenciação entre um aparelho e outro. Por exemplo, aparelhos com capacidade de processar serviços de instant messaging e e-mail, ou aparelhos que podem se conectar a redes Wi-Fi e realizar chamadas em de voz sobre IP.
Outro destaque são os SIM cards com uma considerável quantidade de aplicativos e ferramentas instaladas, além de capacidade de customização. ?O SIM card é o elemento em que precisam estar os dados críticos do usuário, os elementos de segurança e as informações pessoais?, diz Eric Claudel, presidente para a América Latina da Gemalto, fabricante de SIM cards e desenvolvedora de aplicativos que rodam nos chips.
?A questão é que os conteúdos com restrições de cópia ou controle de propriedade intelectual (DRM), não podem ser passados de um celular por outro. Mas isso pode ser feito pelo SIM card?.
Originalmente, os chips serviam para armazenar apenas os dados da linha do usuário, o código de acesso e no máximo a agenda telefônica. A geração seguinte de SIM cards passou a armazenar algumas aplicaçõpes seguras e alguns serviços das operadoras, como m-banking. ?A próxima geração de SIM cards terá capacidade de 1 Gb e permitirá a execução de tarefas como se fosse um servidor, não só armazenando como também processando os dados?, explica Claudel.
Estes SIM cards de 1 Gb devem começar a chegar ao mercado no final deste ano e permitem não só o armazenamento de muitas informações e conteúdos pessoais, como uma grande quantidade de aplicativos. A vantagem é que os dados (ringtones, vídeos, softwares) podem ser passados de um aparelho ao outro sem que precisem ser comprados novamente ë com segurança que os chips de memória convencionais não oferecem?. Claudel espera também que o SIM card seja usado como plataforma para aplicativos de governo eletrônico, por conta da forma segura como os dados são armazenados.
O fator a se considerar em relação a essa aparente tendência de ampliação dos aplicativos e conteúdos embarcados, seja no celular, seja no SIM card, é que quanto mais coisa puder ser armazenada, menos será necessário usar a rede móvel para adquiri-la.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS
Não Eventos
Top