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Mobile World Congress
Para Ericsson, ainda não está claro se LTE terá margens melhores para fornecedores
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010 , 09h16 | POR REDAÇÃO

Depois do terremoto que derrubou os balanços dos grandes fornecedores europeus de equipamentos de telecomunicações em 2009, as manifestações dos principais executivos durante o Mobile World Congress têm sido no sentido de mostrar que existe uma perspectiva de recuperação, mas que ela ainda está distante pelos menos dois anos no horizonte e passa, inexoravelmente, pelo sucesso das tecnologias de banda larga móvel HSPA+ e LTE. Para Hans Vestberg, presidente e CEO da Ericsson, respondendo a uma pergunta feita por este noticiário, ainda é cedo para dizer quanto as margens dos grandes fornecedores serão melhores com LTE em relação às margens que são conseguidas hoje com serviços e plataformas para terceira geração. "Tudo vai depender do volume e da escala que se conseguirá com o LTE, mas acreditamos que é a nossa aposta mais importante".
Para sustentar esse cenário e entusiasmar os operadores a investirem mais, e o mais rápido possível, em novas plataformas, os fornecedores distribuem uma nova leva de números e projeções. São dados que, se confirmados, mostram a força que as redes móveis terão no futuro. Para a Ericsson, em 2020 é possível que haja 50 bilhões de dispositivos conectados, considerando pessoas e máquinas. Em cinco anos a partir de 2010, diz Vestberg, as conexões via PC serão multiplicadas por seis e o tráfego de dados será multiplicado por 50. Já o mercado de smartphones deve crescer quatro vezes no período e o tráfego de dados nas redes móveis será multiplicado por 25. "Por isso o foco tem que ser na rede", diz. "É preciso diminuir o intervalo entre os ciclos de investimento, pois em alguns mercados a penetração dos dispositivos móveis logo chegará aos 500%". Para o presidente da Ericsson, tudo estará conectado a redes móveis no futuro, assim como hoje tudo está conectado à rede elétrica.
Indefinição na Europa
Essa é a parte boa da mensagem. O problema dos fornecedores é que a maior parte dos operadores europeus ainda está reticente em relação aos investimentos em 4G e o mercado norte-americano, que parece andar mais rápido nesse sentido, logo definirá posições. Por isso a Ericsson investiu tanto para comprar os ativos de LTE e CDMA da Nortel e, juntamente com a Alcatel Lucent, mostra-se aliviada depois dos contratos recentes com a AT&T para a rede LTE. Segundo Vestberg, a contração dos mercados em 2009 se deu por conta de uma queda nos investimentos das operadoras, e não no volume, o que significa que as margens dos fabricantes tiveram que diminuir.
O presidente da Ericsson diz que a reestruturação recente da empresa não significa menor dedicação da empresa a mercados emergentes, como o Brasil. "Estamos no Brasil há mais de 100 anos e continuamos comprometidos com isso". O Brasil, aliás, será a sede da unidade voltada para a América Latina. Vestberg explica que em todo o mundo, e não apenas em mercados emergentes, existe uma pressão por custos menores de equipamentos. "É algo comum a todos os mercados onde estamos, seja nos mercados desenvolvidos ou nos emergentes, buscando forma de diminuir estes custos. Então, países como China, Brasil e Índia devem se beneficiar dos avanços que os mercados desenvolvidos terão". Sem dizer diretamente, fica claro que o incômodo da Ericsson é com os fornecedores chineses. "Às vezes os analistas e a imprensa tendem a se esquecer que temos uma história de inovação e comprometimento com os clientes, e são esses ativos que temos que enfatizar nos próximos anos".

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