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Fim da assinatura básica é "proposta eleitoreira", diz Animec
sexta-feira, 15 de julho de 2005 , 17h35 | POR FERNANDO PAIVA

A proposta de fim da assinatura básica na telefonia fixa, levantada pelo novo ministro das Comunicações Hélio Costa em sua posse esta semana, teria fins eleitoreiros, afirma o vice-presidente da Associação Nacional de Investidores do Mercado de Capitais (Animec), Gregório Rodriguez. "Não tenho a menor dúvida de que essas medidas populares visam as eleições de 2006", atacou Rodriguez.
A entidade argumenta que não se pode acabar com a assinatura básica da noite pro dia sem fazer uma reestruturação da cesta tarifária de telecomunicações, a fim de garantir o equilíbrio financeiro das operadoras. Rodriguez discorda da tese do ministro de que o fim da assinatura básica ajudaria a reduzir os impostos. "Isso é uma falácia. Todo mundo sabe que o ICMS é intocável pelos estados. Os governadores não abririam mão dessa receita", comentou.
A Animec apresentou estudo feito pela consultoria Stern Stewart que atesta que entre abril de 2003 e maio de 2004 os investidores de concessionárias de telefonia fixa teriam perdido R$ 14 bilhões coma desvalorização dos papéis. Foi neste período que o ex-ministro Miro Teixeira questionou o IGP-DI como índice de reajuste das tarifas.

BrT

A respeito da sobreposição de licenças entre TIM e Brasil Telecom GSM, o vice-presidente da Animec criticou a decisão da Anatel de prorrogar o prazo para a solução do problema: "Isso não é sério. A agência deveria ter mantido o prazo original", diz. A Anatel, na verdade, argumenta que o prazo nunca começou a ser contado porque a Telecom Italia não teria ainda retornado ao controle da Brasil Telecom. Não voltou, aliás, porque o Opportunity, com o suporte da própria Animec brigou nas instâncias administrativas e judiciais para que isso não acontecesse.
De qualquer forma, o executivo da Animec alega que quanto mais se prolongar o conflito, maior será a desvalorização dos papéis da operadora e, conseqüentemente, maior será o prejuízo dos investidores. Por fim, criticou o fato de a briga ser tratada publicamente na imprensa: "Cada vez que alguém fala alguma coisa as ações da BrT caem. Hoje, ela é uma das empresas com maior chance de valorização".

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