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Embratel assina contrato para telefonia local
quinta-feira, 15 de agosto de 2002 , 18h04 | POR REDAÇÃO

A Embratel assinou com a Anatel nesta quinta, 15, o contrato que a autoriza a prestar o serviço local em todo o País. A cerimônia contou com a presença do ministro das comunicações, Juarez Quadros, do vice-presidente da Anatel, Antônio Carlos Valente, do presidente da Embratel, Jorge Rodrigues, e da diretora de serviço local, Purificación Carpinteyro. Desde maio deste ano a empresa já havia recebido da agência o certificado de antecipação das metas de universalização, o que lhe permitia pleitear as autorizações. Desde o final do ano passado, antes mesmo que fossem definidas as regras para novas autorizações de STFC, a Embratel já havia solicitado sua autorização à Anatel para antecipar a negociação das interconexões.

Primeiros passos

De acordo com a norma, como a empresa já opera o serviço de longa distância nos âmbitos nacional e internacional, ela poderá escolher as localidades que desejar para implantar o serviço local sem nenhum compromisso de abrangência. Segundo Purificación Carpinteyro, diretora de serviços locais da empresa, as operadoras locais não aceitaram discutir os contratos de interconexão enquanto a Embratel não dispusesse da outorga. Para agilizar os processos, "nós estamos propondo às empresas locais (fixas e móveis) assinar com elas contratos idênticos aos que elas firmaram com as empresas espelho. É só trocar o nome e colocar Embratel", disse Purificación, esperando que devido à isonomia prevista na lei geral, não haverá necessidade de negociação para que os contratos sejam firmados. "Acreditamos que a Anatel deva nos ajudar a agilizar estes contratos. Além do mais, pela lei, a interconexão é obrigatória e uma empresa que a recuse pode ser punida com a perda da outorga", lembrou. Quarenta e cinco dias após a assinatura dos primeiros contratos de interconexão, a Embratel pretende começar a operar o serviço local em duas cidades, a serem definidas. Até o final do ano, serão mais sete capitais e no começo de 2003, todas as capitais estarão atendidas.
O serviço será oferecido em primeiro lugar a grandes empresas por razões econômicas: como a Embratel ainda não tem centrais locais que possam entre outras facilidades, gerar sinal de discar, os PABX das grandes empresas farão a vez destas centrais, sendo diretamente conectadas às estações de trânsito já existentes. Isso otimizará a infra-estrutura instalada, deixando os investimentos necessários para a instalação de centrais locais para um segundo momento, quando o serviço deverá ser oferecido às pequenas empresas e ao mercado residencial.
Purificación explicou que a empresa realizará nos próximos dias algumas experiências piloto com três clientes já contratados: Citibank, Lojas C&A, e o complexo imobiliário do Rio de Janeiro Cittá América. A partir do momento em que forem assinados os primeiros contratos de interconexão, estão previstos 30 dias de testes em cada localidade. A Embratel pretende atingir em um ano 35% do mercado de serviço local das grandes empresas nas localidades onde estiver operando. Para isso a empresa está investindo este ano R$ 1,1 bilhão, e mais cerca de R$ 800 milhões no próximo ano.

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