OUTROS DESTAQUES
Indústria
Telecomunicações puxam para baixo previsões para eletro-eletrônicos
quinta-feira, 15 de agosto de 2002 , 16h11 | POR REDAÇÃO

Os equipamentos de telecomunicações aparecem com as maiores quedas de desempenho entre os diferentes segmentos da indústria eletro-eletrônica no primeiro semestre deste ano. De acordo com o balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), os produtos destinados ao setor tiveram uma queda de faturamento de 46% no segundo trimestre em relação a igual período do ano passado, contribuindo para que toda a indústria apresentasse uma evolução de apenas 2%.
Com estes resultados, a indústria reviu as estimativas feitas no início do ano para o faturamento de 2002, de um crescimento de 7% para 0%. Ou, em outras palavras, a indústria de eletro-eletrônicos deve apresentar este ano o mesmo faturamento de R$ 58 bilhões de 2001. A queda esperada no faturamento para as telecomunicações deve ficar ainda pior que o previsto inicialmente, de 34% para 42%.
A ocupação da capacidade produtiva dos fornecedores de equipamentos para telecomunicações caiu de 94% para 38% entre junho de 2001 e junho último. O comportamento das vendas no segundo trimestre de 2002 foi pior do que o esperado para 76% das indústrias de telecomunicações.
Com a diminuição das encomendas, as importações para as telecomunicações diminuíram 73% entre janeiro e junho deste ano em relação ao primeiro semestre do ano passado, para R$ 397,9 milhões. Em compensação, as exportações do setor lideraram no total com faturamento de R$ 609,6 milhões (12,1% maior que o primeiro semestre de 2001). Os celulares foram os grandes responsáveis por este desempenho, com um crescimento nas vendas externas de 68%. Toda a indústria eletro-eletrônica exportou o equivalente a R$ 2,026 bilhões entre janeiro e junho, 5,6%menos que em igual período do ano passado, e importou o equivalente a R$ 4,707 bilhões (35% a menos que no primeiro semestre de 2001).
O presidente da Abinee, Carlos de Paiva Lopes, enumera como principais razões deste mau desempenho a alta do dólar, incertezas quanto à sucessão presidencial, crise argentina, incertezas quanto à recuperação econômica dos Estados Unidos e, especificamente nos últimos quinze dias, a falta de crédito. Na área de telecomunicações, a guerra de liminares entre Embratel, Telefônica e Telemar ajudaram a piorar o quadro, atrasando os esperados projetos de expansão de atividades das operadoras locais, que conquistaram novas autorizações após antecipar no ano passado suas metas de universalização.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS
Não Eventos
Top