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Altice pode vender parte da PT Portugal após negociação com a Oi
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 , 18h04 | POR REDAÇÃO

Enquanto a Oi aguarda a assembleia de acionistas da Portugal Telecom no próximo dia 12 de janeiro para decidir se pode dar prosseguimento na venda dos ativos da PT Portugal à francesa Altice por 7,4 bilhões de euros, continuam as especulações sobre possíveis desdobramentos paralelos a esse processo. De acordo com o periódico português Jornal de Negócios, a Altice estaria disposta a abrir mão de 20% da PT Portugal, incluindo uma possível venda à investidora Semapa.

A ideia da Altice seria permanecer no controle da operadora portuguesa, mas deixando parte do capital para investidores. A Semapa poderia se interessar porque a companhia do empresário português Pedro Queiroz Pereira estava discutindo com os fundos Apax e Bain na época em que fizeram proposta de compra pela PT Portugal, até que foram derrotados na concorrência com a Altice.

Por sua vez, a bilionária angolana Isabel dos Santos ainda estaria tentando se movimentar para comprar a PT SGPS, empresa que detém como ativos apenas os títulos de dívida de 897 milhões de euros da Rioforte e a participação de 25,6% na Oi, além da opção de compra por seis anos de 16,6% do capital da brasileira. Em entrevista à agência de notícias Reuters, o administrador da empresa da angolana, Terra Peregrin, Mário Silva, afirmou que ela estaria disposta a "capitalizar e dar músculo financeiro" à Oi para que esta possa, enfim, ter a saúde para bancar uma fusão no Brasil. Silva se refere à PT Portugal como "joia da coroa" e afirma que a angolana estaria disposta até a comprar ações da operadora brasileira, "o que equivaleria a um aumento de capital, pois os fundos ficariam na Oi". No mercado, a análise corrente é que Isabel dos Santos estaria tentando aproveitar uma curta janela de tempo, aberta enquanto a Oi ainda não alterou completamente seus estatutos e acordos de acionistas que serão alterados quando a companhia entrar no Novo Mercado. Se essa janela for aproveitada, em tese, o controlador da PT SGPS ter o controle de toda a Oi sem ter que comprar todas as ações.

Mário Silva considera ainda a abertura de capital da PT Portugal, mas mantendo o controle da empresa. "Acreditamos que a combinação de todas estas soluções, mantendo o EBITDA da PT Portugal, fará com que a taxa de alavancagem da Oi, no futuro, seja menor do que a simples venda da PT Portugal, o que fará com que a Oi tenha uma relação de troca mais favorável numa futura consolidação no Brasil", explicou o executivo à Reuters. Importante lembrar que o Conselho da Oi rechaçou ainda em novembro todas as propostas de Isabel dos Santos pela PT SGPS, justamente por entender, segundo fontes que acompanham a discussão, que seria uma medida oportunista e que colocaria em risco o modelo desenhado de ter a Oi uma companhia aberta e sem controladores.

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