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Telecom Italia desiste de vender a TIM Brasil
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007 , 16h18 | POR HELTON POSSETI

A Telecom Italia desistiu da venda da subsidiária brasileira, TIM Brasil, em reunião do conselho de administração nesta sexta-feira, 16. Em comunicado, a Telecom Italia informa que não aceitou nenhuma das propostas oferecidas pelo ativo. ?A TIM Brasil é uma atividade estratégica, por isso decidimos não aceitar as ofertas de compra apresentadas."
A empresa informou que recebeu duas propostas pela TIM, no ano passado. Segundo fontes do mercado, uma delas seria a do bilionário mexicano Carlos Slim Helú, dono da América Móvil que controla a Claro no Brasil. Uma outra potencial compradora é a Telefónica, embora o grupo espanhol tenha negado. A Telemar e a Brasil Telecom também chegaram a admitir o interesse na TIM.
Essa possível transação foi marcada por boatos que ora confirmavam propostas e valores, ora especulavam que a companhia desistiria da venda. Circularam, inclusive, informações de que a América Móvil já teria fechado negócio com os italianos por US$ 8 bilhões, o que foi desmentido logo em seguida. A TIM Brasil é a segunda operadora no mercado de telefonia móvel no País, com 25,1% de participação.
A analista da Fator Corretora, Jacqueline Lison, lembra que esta não é a primeira vez que a Telecom Italia informa oficialmente que desistiu da venda. ?No mundo dos negócios não existe ?nunca?. A venda só depende do preço?, diz.

Comunicado aos funcionários

O presidente da TIM Participações, Mario Cesar Pereira Araujo, enviou para os funcionários da TIM no Brasil um comunicado sobre a decisão do conselho em não vender a companhia no País. Este noticiário teve acesso à mensagem, na qual o executivo atribui a decisão do conselho ao fato de a operadora ter se tornado um ativo estratégico para o grupo. E acrescenta: "Isto nos traz uma responsabilidade redobrada com o crescimento sustentado e o cumprimento dos compromissos assumidos com nossos clientes e acionistas." O objetivo da mensagem, na verdade, deve ser acalmar funcionários e clientes sobre o futuro da empresa.

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