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Mobile World Congress
Vodafone defende redes de banda larga móvel abertas para aplicações similares
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010 , 16h46 | POR SAMUEL POSSEBON, DE BARCELONA

A Vodafone, uma das principais operadoras de telefonia móvel do mundo, surpreendeu ao vir a úblico durante o Mobile World Congress nesta terça, dia 16, e defender a abertura e isonomia das redes de banda larga móvel. Segundo Victorio Colao, CEO da Vodafone e keynote speaker do evento, a indústria de telefonia móvel sentiu a crise de 2009, mas sem grandes impactos, apenas com alguma redução de margem nos mercados emergentes. Mas ele disse que a indústria ainda não está se colocando como uma ferramenta viabilizadora da recuperação das economias e sociedades após a crise, o que deveria acontecer. "Muitas vezes achamos que o mercado de telefonia móvel já está estabelecido e consolidado, mas ele não está. Há muita mudança para acontecer", disse, lembrando que hoje as pessoas passam perto de duas horas por dia apenas olhando a tela do celular e que isso ainda não se reverteu em receitas publicitárias, que o celular ainda é pouco usado para transações bancárias e que as potencialidades dos celulares ainda não atingiram o pico. "Apenas agora conseguimos chegar a um handset por menos de 10 euros, e ainda nem começamos a pensar no que vai acontecer quando tivermos carros, casas e dispositivos conectados às redes móveis", disse. Para o presidente da Vodafone, a única maneria de explorar o potencial é garantir que as redes estejam abertas a aplicativos e desenvolvedores. "Mas há um risco se houver monopólio do outro lado", disse, referindo-se sobretudo às plataformas de busca, aplicativos e publicidade (entenda-se Google e Apple). "Para fazer tudo o que precisa ser feito, temos que investir em redes e atendimento, e não podemos ser apenas um ponto da cadeia". Para provar que de fato defende redes abertas, o CEO da Vodafone exemplificou: "Se damos ao usuário a condição de contratar um serviço específico com boa qualidade, essa qualidade tem que ser dadas a outros serviços também", ressalvando que isso não significa que o usuário não possa pagar para ter uma qualidade de acesso melhor. O exemplo usado pelo executivo, curiosamente, foi o de um serviço de VoIP.
Colao também disse que os operadores móveis estão muito atrasados nas plataformas para transações bancárias, mas deixou claro que os operadores não planejam se tornar bancos.

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