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Política
Disputa por Minicom será acirrada caso PT vença eleição
quarta-feira, 16 de outubro de 2002 , 20h07 | POR SÉRGIO SISTER

Fonte muito bem situada no Partido dos Trabalhadores (PT) revela que a disputa pelo Ministério das Comunicações, se Lula vencer as eleições, deverá ser muito renhida, não apenas dentro do partido, mas principalmente, entre o PT e seus aliados. O Partido Liberal (PL) já está de olho no ministério. O que faz todo o sentido quando se leva em conta que a organização tem forte presença da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, controlador da Rede Record.
Esse desejo, que é fonte de preocupações das Organizações Globo e do SBT, também sofre forte oposição das lideranças petistas especializadas no setor de telecomunicações. Os deputados Walter Pinheiro (BA) e Jorge Bittar (RJ) que, como se sabe, defendem um Minicom forte e formulador de estratégias, rechaçam qualquer tentativa de uso político do ministério. Os dois garantiram um posicionamento ?equilibrado? em relação a todos os grupos de mídia.
Essa mesma fonte acredita que alguns segmentos dessa mesma mídia estariam tentando ?demonizar? Walter Pinheiro, pintando-o como esquerdista radical do PT, para retirar sua influência na escolha do futuro ministro e, principalmente, para que não seja ele o escolhido. ?Ele não é esquerdista e não tem vínculos ideológicos com os setores mais radicais do partido?, disse a fonte. ?Não defende qualquer volta atrás na privatização, mas apenas maior equilíbrio entre as necessidades do mercado e as da sociedade?. Mas Pinheiro teria uma vantagem importante para conciliar interesses: é evangélico, o que pode facilitar sua aceitação pelo PL.

Adiamento do leilão

A mesma fonte petista disse que o partido não tem uma opinião fechada sobre um novo adiamento do leilão das sobras de SMP, mas dá algumas pistas de como a questão deve ser tratada caso Lula vença. Em primeiro lugar, ressalta a fonte , o partido é favorável a novos leilões porque o processo de privatização é fato consumado e não pode sofrer retrocessos. Porém, é sensível à situação de mercado, ?muito fragilizado pela queda do ritmo da atividade econômica?. As novas licenças, acredita, não se traduzirão em receita nem em médio prazo. Para o partido, afinal, seria preferível deixar que o novo leilão ficasse para mais tarde com maior número de interessados e com chance de receita maior para o Estado.

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