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TV digital
Para Franco, digitalização não trará novidades ao modelo
sexta-feira, 17 de março de 2006 , 21h01 | POR REDAÇÃO

Em debate realizado nesta sexta, 17, na Universidade de Brasília pelo GCOM ? Curso Interdisciplinar de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias de Comunicação da UnB, Roberto Franco, diretor de tecnologia do SBT e presidente da Sociedade de Engenharia de Televisão (SET), um dos profissionais mais atuantes junto ao governo nas questões de TV digital, fez uma das apresentações mais contundentes em defesa da celeridade de uma decisão já apresentadas até aqui. ?A TV digital não é algo que vai mudar nada do que já está sendo feito pelos radiodifusores em relação ao modelo. As emissoras de TV hoje já produzem em definição muito acima do que os telespectadores recebem, só não distribuem esse conteúdo porque não há televisores para captá-lo. As TVs já interagem com o telespectador, seja por celular, internet ou carta, e essa é inclusive uma fonte importante de receitas. Elas já transmitem para terminais móveis e portáteis, ainda que a qualidade da recepção analógica nesses equipamentos seja sofrível. Ou seja, tudo o que pedimos para ser feito na TV digital já é feito hoje. A migração que estamos pedindo é uma forma de garantir a qualidade do nosso serviço frente às demais mídias, apenas isso?, diz. Roberto Franco não se opõe a uma discussão de modelo ou ao debate sobre regras balizando as novas oportunidades da TV digital. ?Concordo que tudo isso tem que ser feito, mas isso não pode impedir as TVs de digitalizarem suas operações hoje, por uma questão de sobrevivência?. Para ele, se um dia alguém quiser fazer multiprogramação, ou seja, transmitir vários canais de TV aberta diferentes no espectro de 6 MHz, o que não deve ser confundido com transmissão multicâmeras (vários ângulos do mesmo evento em canais diferentes), aí sim estará sendo colocada uma coisa nova, e então será necessária uma regra. ?Da mesma forma, se um dia o radiodifusor for cobrar pelo conteúdo, então é justo que se discuta o modelo, pois a radiodifusão é gratuita por princípio?.

Modelo

Para Alexandre Annenberg, diretor geral da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), o governo deveria pensar o modelo a ser explorado antes, e sugere como forma de se acelerar a adoção inicial da TV digital a sua introdução imediata, com teste de diferentes modelos, por meio das redes de TV por assinatura. ?Seria uma forma de saber o que vai dar certo e o que não vai no Brasil?.
Igor Freitas, diretor do departamento de política industrial do Ministério das Comunicações e coordenador do Comitê Consultivo do Sistema Brasileiro de TV Digital, colocou algumas preocupações que estão sendo consideradas pelo governo na definição do ambiente normativo para a TV digital. Segundo ele, o Minicom preocupa-se especialmente com o escopo de atuação do radiodifusor, com a gestão do espectro, com o esquema de licenciamento dos canais digitais e com os mecanismos de financiamento.
Roberto Pinto Martins, secretário executivo do Ministério das Comunicações, foi enfático na defesa das pesquisas realizadas no Brasil em relação à TV digital e afirmou que todas elas são importantes para o padrão que será adotado e que o governo está trabalhando para incorporá-las aos padrões internacionais.

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