TV por assinatura
17/03/2017, 21:01

Crise levou a preço menor e maior oferta de canais nos pacotes da TV paga, aponta Ancine

A Ancine publicou no Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) um estudo que analisa os efeitos da crise econômica nos mercados de programação e de empacotamento da TV por assinatura no Brasil.

Em relação ao empacotamento, o estudo mostra que a política de preços e a oferta de canais nos pacotes teve papel na retenção de assinantes. A Net, por exemplo, conseguiu conquistar assinantes a ampliar sua fatia de mercado no período estudado (junho de 2015 a junho de 2016). A operadora contava com 32% do mercado em junho de 2015, percentual que passou para 34% em junho de 2016. No período, adicionou cerca de 110 mil assinantes à sua base. Todos os pacotes de canais básicos oferecidos pela Net tiveram  aumento abaixo da inflação do período, à exceção do pacote Net Essencial HD Light, cujo acréscimo foi de 10%. Já em relação ao número de canais incluídos em cada pacote, a tendência da empresa foi de ofertar mais canais, ao adicionar quatro e nove canais, respectivamente, aos pacotes básicos estendidos e um canal no pacote básico. Houve uma redução no preço para a aquisição dos conjuntos dos canais Telecine, bem como dos canais Première.

A análise de outra operadora que conseguiu crescer no período também aponta a uma oferta maior por menor preço. A Oi, em junho de 2015, contava com 6% do mercado nacional e, um ano depois, aumentou sua participação para 6,5%, com a adição de cerca de 25 mil assinantes em sua base. No período analisado, a Oi manteve a oferta de três pacotes principais. A operadora foi a que concedeu a maior redução no preço por canal nos pacotes de canais básicos. O pacote de entrada foi o mais afetado: com queda de 36%. Houve tanto um aumento do número de canais ofertados por pacote, como também uma redução significativa do preço cobrado. Em relação ao conjunto de canais premium não houve alterações na estrutura de oferta, uma vez que, para adquirir os pacotes premium de filmes ou de esportes, a exigência de contratar os pacotes básico ou básico estendido se manteve.

Programação

O estudo mostra que, enquanto o número de assinantes dos canais básicos apresentou um crescimento de 0,4%, o de
canais premium apresentou diminuição acentuada de 3,7%. Para a Ancine, o cenário aponta no sentido de que a queda do número de assinantes no mercado de TV paga teve maior impacto nos canais premium do que nos canais básicos, o que pode indicar uma maior proporção de cancelamentos de pacotes mais caros que oferecem canais premium, e que a entrada de novos assinantes foi mais concentrada nos pacotes básicos, de menor custo.

Os dados revelam uma variação positiva no número de assinantes dos Canais Brasileiros de Espaço Qualificado (CBEQ). O conjunto total de canais CBEQ apresentou um crescimento de 1,5% devido ao aumento de assinantes dos Canais Brasileiros de Espaço Qualificado Independentes (CBEQI), que registraram significativo aumento de 18%.

A provável causa, aponta a agência, pode ser resultado da mudança da classificação do canal GNT, que era considerado como CBEQ até fevereiro de 2016, quando passou a ser classificado como CEQ (Canal de Espaço Qualificado). O estudo aponta a possibilidade de as operadoras terem incorporado em seus pacotes de TV por assinatura mais CBEQI para o cumprimento das cotas de empacotamento.

Foi observada também uma tendência de mudança de padrão tecnológico, com um crescimento de 14,7% no número de assinantes de canais em HD (High Definition) e uma queda de 4,9% nos canais em SD (Standard Definition). Veja o estudo completo aqui.

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