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BNDES apóia reestruturação da Telemar
segunda-feira, 17 de abril de 2006 , 18h59 | POR FERNANDO PAIVA

O BNDES, que é o maior acionista individual da Telemar Participações, apóia o projeto de reestruturação da Telemar, segundo apurou este noticiário. ?Migrar a empresa para o novo mercado é um antigo sonho do BNDES?, afirmou uma fonte próxima ao banco. Ela acredita que a reestruturação será vantajosa para todos os acionistas. ?Foi uma jogada de mestre, feita no momento perfeito, aproveitando-se a alta da Bolsa?, comentou. A fonte prevê que a pulverização do controle poderia ser uma solução também para o conflito entre os sócios da Brasil Telecom.
Vale lembrar que a reestruturação da Telemar precisa ser aprovada ainda por seus atuais controladores. Segundo o diretor-superintendente da companhia, Luiz Eduardo Falco, a proposta de reestruturação partiu da direção da empresa, assessorada pelos bancos UBS e Rothschild.
Os acionistas atuais da Telemar Participações, holding no topo da cadeia societária do grupo Telemar, e suas respectivas participações são: BNDES (25%); AG Telecom Participações (10,275%); Asseca Participações (grupo GP, com 10,275%); LF Tel (La Fonte, com 10,275%); Lexpart Participações (10,275%); Brasilcap Capitalização (5%); Brasilveículos Cia de Seguros (5%); Fundação Atlântico de Seguridade Social (4%); Fiago Participações (19,9%). A Fiago é o veículo de investimento dos fundos de pensão na concessionária. Contudo, eles não têm assento no conselho de administração por já participarem do controle de outra concessionária de telefonia fixa, a Brasil Telecom. A Lexpart é onde estão o Citibank, o Opportunity Fund e ainda os fundos de pensão. A Lexpart também tem posição de controle, mas por determinação da Anatel também está afastada da gestão da companhia. Ou seja, tanto Fiago quanto Lexpart teriam direito às mesmas condições dos demais controladores.

Fundos gostam

Esse mecanismo de reestruturação, inclusive, é muito adotado pelos fundos de pensão, que já fizeram a mesma coisa na Perdigão e na Embraer. Para fazer o mesmo na BrT (cujas ações da holding subiram mais de 11% nesta segunda, só pela perspectiva de que o mesmo modelo possa vir a ser adotado), seria necessário que a Telecom Italia concordasse, além dos fundos e do Citibank.

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