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Mercado financeiro
Eleição e balanços afetam bolsas em sentidos opostos
terça-feira, 17 de setembro de 2002 , 19h47 | POR REDAÇÃO

A maior parte dos estrategistas de investimentos ouvidos por TELETIME News nesta terça, 17, ainda acredita que vai haver segundo turno entre Lula e Serra e que o candidato governista teria mais chances de vitória na final. Mesmo assim, o crescimento do candidato oposicionista nas pesquisas, nesta semana, deve mudar os preços das ações, revertendo a ligeira tendência de alta que havia sido detectada na semana passada.
Nesse sentido, o setor de telecomunicações volta a ser atingido, em parte devido à sua maior liquidez, em parte devido à troca por ações de empresas exportadoras, com receitas em moeda estrangeira. O grande problema, de acordo com os analistas consultados, é a provável saída de recursos de investidores externos.
Porém, advertem, há um limite para essa queda. Trabalha-se, em geral, com um piso do Ibovespa equivalente a algo em torno de 8 mil pontos. Pela cotação desta terça, essa marca corresponderia a US$ 2.451, que foi o piso registrado na crise do impeachment de Fernando Collor. Se o dólar chegar a R$ 3,50, por exemplo, o Ibovespa cairia para o patamar de 8.600 pontos. Nesse caso, o tombo da bolsa seria restrito a 10%.
A ironia da reversão negativa da bolsa agora é que as expectativas em relação ao setor brasileiro de telecomunicações melhoraram. Mesmo que sem serem brilhantes, os próximos resultados vêm mais favoráveis.
Primeiro porque o peso da variação cambial no terceiro trimestre é menor. A alta da taxa de câmbio deve ficar em torno de 13% contra 22,41% no trimestre anterior. Fora isso, tem aumentado significativamente a proteção das dívidas das empresas com hedge cambial. Por fim, as taxas de inadimplência ou estabilizaram, ou caíram.

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