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Mobile World Congress
Próximo desafio do LTE: serviços de voz e mensagens de texto
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 , 12h02 | POR SAMUEL POSSEBON, DE BARCELONA

Pode parecer um contrasenso, mas apenas agora, alguns anos depois de a maior parte da indústria de telefonia móvel ter decidido utilizar a tecnologia LTE como caminho para a quarta geração de telefones móveis é que começam as discuções para definir como é que estas redes LTE funcionarão para falar e mandar mensagens, que são hoje a principal parte das receitas das operadoras móveis. A resposta para esse problema foi anunciada esta semana, com o anúncio de que a GSM Asociation e seus associados estão comprometidos com a implementação de uma solução de voz sobre ambiente IMS (IP Multimedia Subsystem). A definição da solução de voz para as redes LTE (VoLTE) parece algo óbvio, mas não é. Como o LTE parte de uma rede completamente nova, totalmente IP (all-IP), as soluções de voz utilizadas pelos operadores de telefonia celular hoje não funcionam, tampouco as soluções de SMS.
Essa é uma grande preocupação da Verizon, maior operadora a lançar, ainda este ano, sua plataforma LTE. Segundo William Stone, diretor de estratégias de tecnologia wireless da Verizon, o lançamento da rede em 25 a 30 mercados ainda este ano terá uma grande cobertura populacional e será centrada no uso de smartphones, e não em data cards. Ele falou durante o Mobile World Congress, realizado esta semana em Barcelona. "Nós precisamos poder oferecer serviços de voz em smartphones". Em relação à padronização rápida do VoLTE, a Verizon está preocupada com esse tema porque quer interoperabilidade entre diferentes redes e não pode ter problemas de roaming, diz Stone. Ele lembra ainda que o mercado de voz, apesar de ser muito importante hoje, é em geral desprezado no mundo da banda larga móvel. "Meu filho adolecente não usa o celular para falar e nem toca no telefone fixo, mas quando ele está jogando no seu console XBox, ele está sempre com o fone de ouvido falando online com os outros jogadores".
Ele explica porque não poderia, por exemplo, oferecer Skype sobre a rede de dados em LTE. "O Skype é uma grande aplicação, por isso anunciamos a parceria com eles esta semana. Mais do que uma aplicação, é uma grande comunidade de usuários. Mas não é baseada em IMS ou SIP. É uma plataforma proprietária, e queremos uma plataforma de voz comum a todos os operadores".
Uwe Janssen, vice presidente de core network da T-Mobile/Detsche Telekom, acredita que "teremos que encontrar formas de trabalhar com as plataformas atuais de voz, mesmo na quarta geração".
Segundo Johan Wickman, diretor de pesquisas da TeliaSonera, que está implementando uma rede LTE em Stocolmo, Suécia, os resultados têm sido muito bons e a tecnologia está evoluindo mais rápido do que se esperava, mas a voz continua sendo a killer aplication, mesmo no mundo dos dados. "A plataforma IMS esteve por aí há um tempo, mas ainda não decolou, e agora, com esse compromisso de toda a indústria em relação ao VoLTE é um grande impulso".

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