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Integradores dizem que fornecimento da Cisco está normal
quinta-feira, 18 de outubro de 2007 , 20h48 | POR ANA LUIZA MAHLMEISTER

O desencontro de informações sobre o destino dos contratos em andamento da Cisco do Brasil com seus clientes, tanto corporativos quanto governamentais, está gerando intranqüilidade no mercado, especialmente no que diz respeito ao suporte depois do fechamento temporário dos escritórios da empresa no País.
Os integradores, empresas que fazem implantação de sistemas e que usam tecnologia Cisco em seus projetos, têm informado que os contratos e o suprimento de produtos estão normais. ?Os distribuidores, com exceção do Mude, continuam importando e entregando os equipamentos sem interrupção?, diz Renato Carneiro, presidente da integradora 2S Inovações Tecnológicas. ?O suporte hoje é realizado diretamente pela Cisco dos EUA, com a abertura de uma solicitação via Internet pelo cliente. No caso de peças na garantia, a empresa envia por UPS como sempre ocorreu. A rede não vai cair por falta de equipamento Cisco?, diz o executivo.
A Ingram Micro, distribuidora da Cisco no Brasil, continua recebendo pedidos normalmente, desmentindo notícias de que seus diretores teriam sido presos. Segundo Carneiro, os preços praticados pela Mude e Ingram são similares. ?A nota dos produtos que eu compro discrimina todos os impostos pagos pelas distribuidoras. Comparando com a lista global de preços praticados nos EUA, a conta fechava, isto é, o preço em dólar mais impostos brasileiros coincidiam com o preço pago pelos integradores no Brasil?, diz o executivo.

Contratos com o governo

Quanto ao fornecimento de equipamentos ao governo por meio de licitação, o sócio-diretor da Duarte Garcia Caselli Guimarães e Terra Advogados, Luiz Eduardo Serra, disse que todos os contratos serão reavaliados. ?No caso de qualquer irregularidade de empresa contratada por licitação, é aberto um procedimento administrativo podendo levar à recisão se for provado que a empresa ou os empresários são inidôneos. Isso é um processo longo, pois vale recurso por parte da empresa que prepara sua defesa?, diz Serra.
Segundo o advogado, também pode acontecer da culpa ser imputada aos diretores ou donos da empresa como pessoas físicas, isentando a pessoa jurídica, nesse caso salvando a imagem da empresa que poderia participar de outras licitações, quando o processo for esclarecido. ?Se é provada a não idoneidade da empresa, esta fica impedida de participar de qualquer outra licitação governamental. Os contratos com o governo exigem diversas garantias patrimoniais e no caso de uma recisão, a empresa tem muito a perder?, diz Serra.

Comunicado

Os escritórios da Cisco continuam fechados em São Paulo e no Rio e os funcionários estão trabalhando de casa. No final do dia a assessoria de imprensa divulgou um comunidado dizendo que a empresa "assumirá responsabilidade e tomará as medidas cabíveis assim que forem finalizadas as investigações dos fatos". O comunicado destaca ainda que a Cisco não importa produtos diretamente para o Brasil e que a empresa "está cooperando plenamente com as autoridades e, paralelamente, conduzindo uma meticulosa investigação interna".

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