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Longa distância
GVT promete brigar contra venda de operadoras às teles locais
quinta-feira, 18 de dezembro de 2003 , 17h20 | POR REDAÇÃO

A GVT resolveu atacar em diversas frentes para impedir o que considera uma tentativa de aumentar a concentração no mercado de telefonia fixa no país. A empresa manifestou-se em carta dirigida à Anatel e ao CADE ? Conselho Administrativo de Defesa Econômica sobre as conseqüências da possível transferência do controle acionário da Embratel e da Intelig para as atuais concessionárias do serviço local de telefonia. Com esta concentração, na opinião da GVT, os possíveis futuros investidores estrangeiros também poderiam se afastar do mercado brasileiro. De acordo com Amos Genish, presidente da empresa, ?A GVT fará tudo o que for legalmente possível para evitar a formação de um novo monopólio na área de telecomunicações, desta vez privado?.
A empresa também está realizando um contato direto com a MCI nos Estados Unidos, alertando a controladora da Embratel sobre a necessidade de uma melhor avaliação a respeito dos possíveis compradores da concessionária brasileira de longa distância no ponto de vista do modelo brasileiro de telecomunicações. A GVT pretende mostrar à MCI que tentar vender o controle da Embratel a outra ou outras concessionárias será uma perda de tempo, na medida em que isso jamais seria aceito pelas autoridades brasileiras. A GVT formalizou junto ao CADE, nesta quinta-feira, 18, um pedido de análise desta negociação. ?A iniciativa agride premissas importantes relacionadas aos direitos de escolha do consumidor, prática de preços competitivos, investimentos em tecnologia e atração de capital estrangeiro", na avaliação de Amos Genish. O presidente da GVT lembra que foram investidos no Brasil, após a privatização, quase R$ 30 bilhões na certeza da estabilidade do marco regulatório e do modelo de competição implantado no País.
A expectativa da GVT é que estas negociações sejam antecipadamente avaliadas e julgadas com base na atual regulamentação, pela Anatel, pelo CADE, pela SDE (Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça) e pela SAE (Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda).

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