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Pulverização, venda ou fusão são as alternativas da BrT
quinta-feira, 19 de julho de 2007 , 11h28 | POR FERNANDO PAIVA

Segundo uma fonte que fez parte das negociações de venda da participação da Telecom Italia na Brasil Telecom (BrT) para os fundos de pensão e o Citibank, há agora três alternativas para a concessionária: pulverizar o controle, seguindo o caminho em que a Oi (ex-Telemar) não teve sucesso no ano passado; ser vendida para um outro grupo; ou fundir-se com a Oi. Sobre os boatos em torno do interesse da Portugal Telecom pela BrT, a fonte esclarece: ?Não há nenhuma negociação em curso para a venda à Portugal Telecom ou qualquer outra companhia até agora. Houve apenas sondagens normais de mercado?.
Questionado se o Citibank estaria mais interessado em vender sua participação na BrT num futuro próximo do que os fundos de pensão, o executivo respondeu: ?Sim e não. Por um lado, é natural que fundos de pensão sejam investidores de mais longo prazo que um banco estrangeiro, um investidor financeiro. Por outro lado, com o cenário de consolidação do setor de telecomunicações no Brasil, não me parece que o Citibank esteja com pressa de sair?. Explica-se: uma possível fusão com a Oi geraria uma valorização do ativo.
A proposta de US$ 515 milhões para a Telecom Italia foi feita pelos fundos de pensão, mas a Techold irá exercer seu direito de preferência, cujo prazo é de 30 dias. A compra deve ser feita com aporte de capital dos acionistas da Techold e talvez com ajuda de algum financiamento, obtido possivelmente na forma de lançamento de debêntures. O Citibank não deve aportar recursos.
Aliás, fundos e Citibank discutem, agora, como ficará o acordo de put pelo qual o Citi tem a opção de venda de suas ações para os fundos pelo valor de R$ 1 bilhão (corrigidos desde 2005). O banco norte-americano não deve exercer esta opção, até porque ainda haveria impeditivos judiciais para isso.
A fonte garante ainda que não há nenhuma negociação em curso para comprar a participação do Opportunity na BrT. Tampouco houve trégua na briga judicial travada entre o grupo de Dantas, de um lado, e fundos e Citi, do outro.

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