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Universalização
Telemar considera PGMU 2006 exagerado
terça-feira, 20 de setembro de 2005 , 19h54 | POR REDAÇÃO

A Telemar acredita que a versão 2006 do plano geral de metas de universalização (PGMU) seja exagerada. De acordo com Ércio Zilli, diretor de assuntos regulatórios da empresa, o PGMU exige das empresas o aporte de recursos que poderiam ser melhor aproveitados em outras tarefas. Isso acontece porque a Anatel faz um planejamento com metas idênticas para todo o país, quando a realidade econômica e social é muito diferente. Como "prova" de sua argumentação, o diretor da Telemar afirma que pelo menos 163 localidades onde foram instalados telefones individuais, não há um assinante sequer. Há apenas 10 assinantes em 103 localidades servidas pela Telemar. Zilli lembra que a renda da população brasileira é incompatível com as metas de universalização: pelo menos 50% dos domicílios brasileiros tem renda inferior a R$ 600,00. O resultado concreto desta incompatibilidade é que pelo menos 13% dos 45 milhões de telefones fixos instalados no Brasil estão inativos. O dirigente da Telemar considera ainda que as metas de qualidade também são inadequadas, uma vez que o esforço feito pela empresa para atendê-las não é percebido como uma vantagem pelo usuário. Uma outra crítica, agora diretamente em relação ao novo PGMU, refere-se ao porte exagerado do Posto de Serviço Telefônico – PST, que deve ter no mínimo quatro TUPs e quatro TAPs, independentemente do tamanho do município.

Adeus ao passado

Em relação aos quase R$ 4 bilhões já recolhidos pelo Fust, Ércio Zilli avalia que a sociedade brasileira, e especificamente o setor de telecomunicações, não deve mais ter ilusões sobre eles: "é melhor dar adeus ao passado. Este dinheiro jamais será aplicado". Em sua opinião, o importante agora é concentrar as energias em encontrar uma forma de aplicar de forma conseqüente os recursos que vierem a ser arrecadados. Numa declaração surpreendente para os padrões de empresas de telecomunicações acostumadas a não fazer críticas duras às políticas de governo, pelo menos em relação àquelas que não representam seus interesses econômicos diretos, Zilli afirmou que em relação ao Fust: "no Brasil, confunde-se políticas públicas com declarações de intenções. O resultado do estabelecimento de prioridades é a alocação de recursos em um orçamento. Ou seja, o que não está no orçamento, não é prioridade. Não devemos ter ilusões". As declarações de Zilli foram feitas durante o seminário Telesíntese 3, realizado em Brasília.

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