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Telefonia móvel
Roaming internacional domina debates na conferência da GSMA
quinta-feira, 21 de agosto de 2008 , 18h39 | POR FERNANDO PAIVA

O roaming internacional foi um dos temas mais discutidos durante a conferência anual da GSM Association (GSMA) na América Latina, concluída nesta quinta-feira, 21, no Rio de Janeiro. Segundo o chairman da GSMA para América Latina, Marcelo Erlich, são três os principais fatores que prejudicam o roaming internacional na região atualmente: 1) a falta de harmonização de espectros no continente, o que faz com que alguns celulares não funcionem quando estão em outro país; 2) dificuldades técnicas de algumas operadoras para realizar o billing de clientes pré-pagos quando em roaming internacional; 3) preços altos devido à complexidade da ligação e os impostos de cada país. "Estamos trabalhando para tentar reduzir os custos porque entendemos que o roaming deve ser universal. E baixando os preços conseguimos mais tráfego", explicou Erlich. O problema, contudo, é convencer os governos a reduzir os impostos. Segundo uma fonte de uma operadora brasileira presente na conferência, o Brasil é um dos países cujo custo tributário para roaming internacional é mais caro: "Se mando dinheiro para uma operadora no exterior pago 30% de imposto de renda, porque é classificado como envio de receita". Outra questão em voga na América Latina é o roaming de banda larga móvel, cujos primeiros acordos ainda estão sendo negociados entre as operadoras.
A conferência da GSMA também serviu para que representantes de operadoras e de órgãos reguladores de toda a América Latina discutissem temas como operadoras virtuais (MVNOs) e portabilidade numérica. "A maioria das operadoras demonstra interesse que se regulamente as MVNOs, desde que a venda de capacidade na rede não seja algo obrigatório", comentou Erlich. O único país com uma regulamentação para MVNO até agora na América Latina é a Bolívia. Quanto à portabilidade numérica, o continente parece esperar os resultados das experiências no México e no Brasil antes de implementá-la. A expectativa de Erlich é de que dentro de um ano todos os países da região já tenham ao menos iniciado o processo de implementação da portabilidade numérica.

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