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CONCORRÊNCIA
Cade não vê restrições na compra dos ativos de nuvem da Verizon pela IBM
segunda-feira, 22 de maio de 2017 , 15h41

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve aprovar, sem restrições, a compra de ativos destinados ao fornecimento de serviços de infraestrutura em nuvem da Verizon pela IBM. De acordo com o parecer da superintendência-geral da autarquia, a operação acarreta uma limitada sobreposição horizontal, especialmente no Brasil, não ensejando preocupações de cunho concorrencial.

Para a IBM, o negócio complementará suas soluções em nuvem e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) com serviços de gerenciamento de rede mais ágeis. Já para a Verizon, o desinvestimento permitirá focar em outras linhas de negócios, fornecendo aos seus clientes um ambiente de produtos e serviços de melhor qualidade.

Os ativos adquiridos pela IBM se referem ao fornecimento de serviços de infraestrutura em nuvem, principalmente soluções em nuvem (as quais incluem nuvem pública – IaaS público – computação, armazenamento, rede e outros IaaS), PaaS13 público (banco de dados, IoT, análise e outros PaaS) e serviços de gerenciamento em nuvem privada (IaaS privado, PaaS privado e hospedagem de nuvem privada) e serviços de hospedagem gerenciada (managed hosting services), e, de forma reduzida, outros serviços relacionados, como application outsourcing, application acceleration e serviços de segurança.

De acordo com a superintendência-geral do Cade, o negócio tem vendas limitadas no Brasil, uma vez que, em janeiro deste ano, a Verizon encerrou todas as atividades a serviços em nuvem prestadas no Brasil. O órgão antitruste lembra que em 1º de maio deste ano, a Verizon vendeu para a Equinix um portfólio de 29 centros de data center e suas operações nos Estados Unidos e América Latina. "Logo, a Equinix adquiriu a maior parte dos ativos relacionados aos serviços de nuvem que geraram faturamento no Brasil, incluindo seus serviços de hospedagem gerenciada e colocation", pontua.

No Brasil, o Cade identificou, além da Microsoft, Amazon e Equinix, que também atuam no País, os principais concorrentes no mercado de serviço de infraestrutura em nuvem incluem a TIVIT, T-Systems e HP/CSC. Ascenty, Sonda, Unisys, Level-3, Stefani, Huawei, Embratel/Telmex e Vivo/Telefonica, que possuem atuação no mercado de nuvem, de acordo com a IBM, seriam potenciais concorrentes relevantes. Projeções indicam que o faturamento desse mercado é de US$ 1,1 bilhão.

Além do Brasil, a operação prevê o aval das autoridades concorrenciais da Áustria e dos EUA. O valor do negócio não foi divulgado.

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