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Caso Opportunity
Banqueiro ter dado tag along aos fundos; fundos negam
quinta-feira, 22 de setembro de 2005 , 05h31 | POR REDAÇÃO

Daniel Dantas voltou a afirmar (como já havia feito à Justiça de Nova York), durante seu depoimento às CPIs dos Correios e do Mensalão, nesta quarta, 21, em Brasília, que o acordo entre os fundos de pensão e o Citibank para um contrato de put tem como objetivo final a fusão entre Telemar e Brasil Telecom. Dantas não traz provas e diz não poder testemunhar nada, mas afirma que teve uma indicação do Citibank de que essa seria a manobra final. Dantas diz que o Citi teria mencionado "interesses políticos" em relação ao acordo com os fundos. Mais adiante em seu depoimento, diz que a expressão utilizada pelo Citi é mais como "consideração estratégica". Depois, lembrou que o presidente Lula ordenou ao ministro Hélio Costa que falasse que não haveria mudança na Lei de Telecomunicações para permitir nenhuma fusão.
Dantas disse não acreditar que os fundos de pensão estejam buscando uma reestatização da Brasil Telecom, "até porque existe uma cláusula de controle compartilhado com o Citibank, o que eu acho que é inviável".

Fusão defendida

Hoje, Daniel Dantas vê a união das duas concessionárias de telecomunicações como um problemas, mas vale lembrar que ele mesmo já tentou ser sócio controlador da Telemar em 1999, quando adquiriu ações da Inepar, ao mesmo tempo em que comandava a BrT. Ficou quase um ano no controle, até que a Anatel proibiu a operação por entender que o Opportunity não poderia estar no controle de duas teles. Em 2002, em entrevista ao jornal Valor, Dantas voltou a defender a fusão da Telemar e da Brasil Telecom. Um pouco depois, Dantas apoiou o consórcio Calais, formados pelas três concessionárias locais para comprar a Embratel.

Tag along

O principal executivo do Opportunity afirmou à CPI que para os fundos de pensão não haveria risco aos investimentos feitos sob sua gestão porque os recursos estavam protegidos por cláusulas de venda conjunta e tinham liquidez, "e as companhias tinham expressivas distribuições de rendimento". Dantas foi contestado. Em relação às distribuições de dividendos, Jorge Bittar (PT/RJ) lembrou que elas eram muito pequenas. Sobre o acordo de tag along, não houve tempo (apesar das quase 12 horas de depoimento) para que a informação fosse contestada. Mas a senadora Ana Júlia (PT/PA) afirmou à imprensa, ao final da sessão, que segundo informações dos fundos de pensão essa condição de venda conjunta só foi dada quando Dantas estava para ser demitido da gestão dos fundos, e mesmo assim a condição é que ele fosse o gestor. Segundo a senadora, os fundos tentaram criar, em 2000, uma a cláusula de tag along, e o Opportunity recorreu à Comissão de Valores Mobiliários. Na sua decisão, a CVM não reconheceu nenhuma cláusula de desinvestimento comum.

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