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Relatório da CGU
Goldman prefere manter descontrole geral, diz Waldir Pires
quarta-feira, 22 de outubro de 2003 , 18h23 | POR REDAÇÃO

A respeito das declarações do Deputado Alberto Goldman, PSDB/SP, publicadas por TELETIME News, Waldir Pires, ministro do Controle e da Transparência, responsável pela Controladoria Geral da União (CGU), disse nesta quarta, 22, que não se surpreende com a estranheza manifestada pelo parlamentar quanto à fiscalização da CGU sobre o cumprimento das metas por parte das operadoras de telefonia. Isso porque, segundo ele, nos governos anteriores o controle interno do Poder Executivo jamais funcionou. Pires disse ainda que não somente na área das concessionárias de telecomunicações, mas em inúmeras outras, o que ocorria era o descontrole total. Para ele, o deputado estava acostumado a essa situação e, aparentemente, deseja que o status quo se mantivesse inalterado: ?não adianta querer escamotear as coisas procurando ideologizar o debate, como fez o deputado Goldman ao falar em guerra de guerrilha contra as agências?, criticou.
Para o ministro, a CGU trabalha com fatos constatados in loco e apenas cumpre o seu dever de fiscalizar: ?tanto a bancada das operadoras de telecomunicações como quaisquer outras vão ter que se acostumar com a nova realidade de um governo que tem no controle interno um órgão que funciona de fato?.

Competência da CGU

O subcontrolador-geral da União, Jorge Hage, também reagiu às declarações de Goldman considerando curioso o desconhecimento do deputado em relação à competência legal e constitucional da Controladoria para fiscalizar. Em relação às desconfianças de que os técnicos da Controladoria não teriam competência para fazer a fiscalização, Hage considera as insinuações ridículas: ?afinal, não seria necessário sequer ter o preparo que têm os nossos auditores, todos eles concursados, para conferir se existe ou não o orelhão na porta do hospital e da escola, para ligar o 190 e verificar se existe o atendimento gratuito de emergência ou ainda para entrevistar os cidadãos e ouvir o seu rosário de reclamações?, disse Hage.

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